Um programa de televisão eu gosto

Um menino abandonado apelou: “Espero que algum de vocês me adopte”.Jordan, é um menino de 9 anos que mora em Oklahoma, nos Estados Unidos. Ele sonha em ser acolhido por uma família que possa amá-lo como ele merece, por isso fez um comovente e sincero apelo em um programa de televisão. LINGO - EU GOSTO DO VERÃO - Entretenimento - O LINGO é um programa de entretenimento que combina a construção de palavras com os princípios do ?Bingo?. Eu sei que aquilo é difícil. Mas eu também sei o que é um programa de televisão. Um programa de televisão tem regras e por isso quando são quebradas é preciso que isso se entenda. Nunca apreciei concorrentes que participam nestes formatos e quando alguma coisa não corre a seu favor argumentam que a produção faz isto, que alguém fez ... Engana-me Que Eu Gosto - Filmes - Comédia - Danny é um bem-sucedido cirurgião plástico, solteiro, que usa um estratagema de engate muito pouco convencional: diz que é casado, evitando assim ... 'Um canal de televisão como a TVI, ... 'Gosto sempre de ganhar, mas isto é um jogo e ninguém está sozinho', ... Só eu sei porquê' 5. Fama Big Brother. O FILME MUNDIAL DE 19440 inspirou muitos americanos a comprar seu primeiro aparelho de televisão e, em 1948, o popular programa de rádio Texaco Star Theatre fez a mudança e se tornou o primeiro ...

PAU PEQUENO, MINHA VISÃO E MINHA HISTÓRIA

2020.09.10 01:34 desgracadasso PAU PEQUENO, MINHA VISÃO E MINHA HISTÓRIA

À TODOS QUE QUEREM TER UMA VIDA SEXUAL COM PAU PEQUENO, FELIZ OU PELO MENOS MAIS DIGNA, PRESTEM ATENÇÃO
Minha vida inteira eu busquei achar alternativa, uma visão feliz sobre tudo isso, só que eu cansei, eu já pensei em tudo e já pensei em suicídio. Estou pensando em acabar com tudo. Há muitas mentiras e amenidades quando se trata desse tema com o intuito de não chocar ou até mesmo desesperar os homens, mas as mulheres deveriam ser mais sinceras. Uma dessas mentiras ou amenidades são constantemente feitas pelas mulheres (em revistas, programas de rádio e televisão) que dizem não se importar com o tamanho do pênis do parceiro mas não é verdade, elas preferem sim parceiros com pênis maiores e se decepcionam com homens com pênis menores do que 16 cm. Sei bem que o órgão genital feminino tem mais sensibilidade no clitóris e na entrada dos pequenos lábios vaginais mas elas também necessitam da sensação de preenchimento do canal vaginal, tanto em profundidade quanto em espessura (é uma necessidade natural do sexo feminino), afimal na hora do sexo elas querem sentir que são mulheres, querem se sentir possuídas por um homem e que tem um macho de verdade em meio às suas pernas. Não se enganem, o tamanho é sim documento para as mulheres. Por isso peço as mulheres que digam a verdade, mesmo que cause tristeza, mesmo que acuse dor, sofrimento e angústia, pois acredito que a verdade mais cruel é melhor do que a mentira mais piedosa.
Alguns vão dizer: Use a língua, use os dedos, use um desses brinquedinhos sexuais, mas sejamos francos, as mulheres só pedem por isso quando o pênis se mostra insuficiente e nos casos de lésbicas que se satisfazem entre si, ainda assim algumas delas usam pênis de silicone (que nunca são inferiores à 18 cm).
Os truques sexuais podem ser ensinados a qualquer homem. Se ele aprender ser carinhoso, excitar a mulher de forma a deixá-la bem molhada e relaxada, o cara pode ter um pênis de 22cm que não causará incômodo algum, aí fica a questão: Alguém acredita mesmo que se a mulher puder escolher entre dois homens que saibam como fazer tudo de forma perfeita ela escolheria o homem de pênis pequeno??? Claro que não. E não adianta passar um tempão em preliminares pois se isso excita a mulher, no começo (que são as preliminares) as deixam subindo pelas paredes, o pênis pequeno mesmo que bem duro será considerado medíocre e no fim a transa será para ela decepcionante.
Minha história. Já fui casado com uma mulher com a qual sempre tive dificuldade em satisfaze-la, meu pênis tem apenas 13 cm e apesar de me esforçar muito nas preliminares e ser muito carinhoso sempre deixei a desejar. Ela até já me pediu para que tivéssemos uma "relação aberta" para que ela pudesse ter um homem, prestem atenção; ela disse claramente "ter um homem" o que me entristeceu muito e resultou é claro em divórcio. Estou em meu segundo casamento e percebo que minha esposa atual também se mostra insatisfeita e para termos relação sexual tenho que insistir muito. Percebi que ela faz mais por "obrigação de esposa" do que por gosto e ela mesma já me disse diversas vezes para eu não me importar se ela não sentir nada.
Por isso meus amigos de pau pequeno, tenho algo muito duro mas sincero para lhes dizer, só temos 3 opções: 1° Aceitar a vida de corno manso ou; 2° Partir para a homossexualidade, afinal já que não somos homens o suficiente então deixemos a tarefa para os homens que nasceram com todos os atributos verdadeiramente masculinos, ou; 3° Suicídio.
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2020.03.12 16:08 the_rastaman Você tem orgulho de ser brasileiro?

Lembro que qd eu estava no ensino básico nós cantávamos e saudávamos a bandeira nacional antes da aula, realmente naquela época eu sentia o Brasil grande, o brasil era campeão do mundo, a escola q eu estudava era publica do lado de casa e muito boa o hospital publico eu ia quase todo o mes passar no pediatra, etc eram bons, novos e nao demoravam, eu fazia curso de música, tinha uma biblioteca boa, a policia ia para educar a respeito de drogas (proerd) e tudo do bom e do melhor e tudo público, porém eu fui crescendo e eu me dei conta que eu vivia numa bolha, realmente não sei se o brasil foi grande ou a minha realidade com o Brasil que era grande (isso em 2002)
Qd eu comecei a frequentar a escola pública fundamental e passei a ter acesso a internet (2004) que eu tive uma visão negativa do brasil, a escola era uma baderna, parecia mais um presídio, (salas super lotadas, barulho insano, professores que não davam aula e mais faltavam que outra coisa, aulas vagas, biblioteca caindo aos pedaços com livros vandalizados, sem sala de informatica, sem ventilador, a policia entrava na escola pra tirar aluno malfeitor na base do cassete e da força, todo dia tinha briga no final da aula e a policia vinha voando com a viatura para apartar a confusão, tiro pro alto, ambulancia, empurra empurra) e por aí vai
Logo não conseguia me orgulhar mais do país, qd vejo pessoas patriotas e eu sempre quis entender o motivo, talvez eles também vivam numa bolha de realidade, eu por exemplo não tenho nada a me orgulhar do Brasil, cada vez fico mais decepcionado. Qd eu era criança eu ouvia falar dos escravos, por exemplo, mas, aquilo soava como algo distante, depois fui perceber que oq ocorria é que nós eramos os descendentes dos escravos pagando a conta até hoje nas mazelas da sociedade, como que eu vou ser patriota e me orgulhar disso? o ultimo país pra abolir escravidão? nas ruas a única cultura é sexo, funk e drogas, na escola só oq tem é baderna, na televisão só degeneração e ptaria, a tv cultura sempre foi a unica emissora que passava algo de bom e algum valor da tv e por aí vai. (eu lembro tinha até um programa que eu assistia chamado Planeta Terra)
Engraçado é que eu sempre morei em SP, certa vez fui fazer um trabalho no nordeste em pernambuco (4 anos de trabalho) especificamente e fiquei ainda mais chocado com oq vi, não imaginava que o Brasil era assim, quando passei de avião por cima de Recife eu vi aquela cidade linda, sai do aeroporto e o caminho até onde eu ia morar em Parnamirim um bairro de Recife eu ia olhando e pensando: "esse estado é muito bom e desenvolvido", no entanto, tb era só uma bolha de realidade, foi só eu começar a ir nos bairros populares para realizar meu trabalho, (Casa Amarela, Jenipapo, eu não vou lembrar o nome de todos os bairros), que eu comecei a ficar chocado com aquilo que vi, pois a maioria da população estava vivendo em condições desumanas, casas minúsculas, sem saneamento básico, córregos usados como esgotos a céu aberto, coisas que eu não tinha visto em SP e eu já achava são paulo ruim, foi aí que realizei que pernambuco é um dos estados mais ricos e desenvolvidos do Brasil, fiquei imaginando então oq eu não veria no Piaui, etc (nao vou lembrar o nome dos estados do nordeste) mas eu sei que Pernambuco é rico perto desses estados do nordeste e também do norte.
Se eu não tivesse que ir para aqueles bairros e ficasse só em Parnamirim, Bairro do Recife etc a visão que eu teria do brasil ou do Pernambuco seria muito positiva, mas, aquilo lá era uma bolha onde a realidade de nem 1% da poopulação era aquela, por isso tem muito turista que ama o Brasil, pois eles ficam nessa bolha de bairros nobres e não sabem a realidade da população. Então como q vou me orgulhar do Brasil? como pode o povo nordestino ser patriota e se orgulhar, fazer manifestação pró governo com a camisa do brasil etc enquanto eles estão morando em condições precárias? (obs não estou criticando o povo nordestino e sim a infraestrutura que eles recebem do governo)
Talvez, os únicos q possam se orgulhar do Brasil são os que vivem nos estados do Sul como Curitiba por exemplo, onde o cabra descendente de alemão vai pra faculdade e ganha carro ou moto do papai igual meus amigos que moram lá contam, mas isso é oq 1% ou menos da população ou menos?, o brasileiro de um modo geral está vivendo em condições precárias, e como podem ter orgulho dessa país?
Eu até gosto de ouvir uma rádio chamada voz do Brasil para me iludir um pouco e achar que o Brasil é uma utopia igual aquela rádio diz ser, simplesmente para me auto enganar um pouco.
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2020.01.31 20:20 DoomMortal Propaganda em Portugal (Um país de Migração ?)

Boa tarde a todos.
Eu queria começar aqui um grande debate entre os portugueses sobre a minha opinião para saber se os portugueses aqui pensam a mesma coisa e
se os portugueses têm a mesma consciência de certas problemas que eu vejo em relação a política, informação e migração.
Por favor leiam o artigo ate ao fim. E vejam tambem os links externos. Eu prometo que vale a pena para mim e para voces.
Primeiro eu quero pedir já desculpa se a minha ortografia ou gramatika não esta, cem por cento.
Para entender o meu texto ou a minha motivação melhor, aqui umas informações sobre mim.
Eu sou de nacionalidade portuguesa e vivo dês de eu nascer em 1989 na Alemanha.
Sou filho de pais portugueses. O meu pai emigrou para a Alemanha em 1969. A minha mãe casou em 1989 e emigrou também para a Alemanha.
Por isso eu digo já de início que eu sei muito bem o que significa no exemplo do meu pai deixar tudo para trás para encontrar trabalho e uma vida melhor noutro pais.
Num paisque não sabe falar a língua. Que tinha de trabalhar no duro e sujo ate a reforma porque não tinha outra qualificação.
Ariscando a sua saúde e trabalhar horas extraspara ter uma vida melhor e dar uma vida melhor aos seus filhos. Mas eu também entendo e tenho de respeitar que há cidadãos nos seus países que não querem essa forma de migração. Isto não e racista nem xenofobia isto e democracia.
O que eu noto aqui na Alemanha e que o debate aqui esta intoxicado ou emocionado. Se chagar a houver um debate.
Os esquerdos argumentam de forma moral e os da direita argumentam de forma racional sem moralidade nenhuma.
Há uma grande separação dês da crise dos refugiados nesta sociedade alma que divide famílias, amigos e mesmo os partidos políticos em si.

Também vejo televisão portuguesa. E vejo também o que esta passando aqui, passa também no programa televisivo português.
Jornalistas e apresentadores argumentam de forma moral. Não há critica, nem na televisão nem nos jornais virtuais.
E sempre uma argumentação moral, de cima para baixo. Parece me que existe um esquecimento histórico e não há racionalidade nenhuma.
Há coisas que não tenham de ver com outras coisas.

Há pessoas perdendo o trabalho por denúncias por serem racistas ou xenofobias, ou são ameaçados por simplesmente serem de outra opinião.
Eu acho que isto esta, errado.
Esta separação esquerda contra direita e entendida. Nós precisamos unir a moralidade e a racionalidade. E por isso eu escrevo este texto.

Eu acho que em Portugal e em especial nos media portugueses(e igual se for privado ou publico), e nem só em Portugal
estão publicando informações descontextualizadas, fragmentadas.
Por isso e que há o debate dos fake news.
Porque há pessoas que descobriram que há alguma coisa ou coisas que não batem certas.

Aqui na Alemanha há uma grande perca de confiança nos jornais e na televisão pública.
Eu queria já que eu não connheco bem os media portugueses todos, se há media alternativos aonde vocês se informam ?

Aqui vai uma cronologia e analise histórica do meu ponto de vista dês de 2012/2013 ate hoje.
A minha tese e "A crise dos refugiados. Uma história cheia de mentiras no exemplo da Síria"
Digam se sabem ou não sabiam de estes eventos.

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Tudo começou a partir de 11 de setembro de 2001 A agenda para derrotar 7 países em 5 anos. Como o general dos Estados Unidos Wesley Clark disse numa entrevista. Aqui o vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=c4Y2TPSra4Y

Mas eu vou passar a guerra do Afeganistão, Iraque e Líbia e vamos diretamente para guerra da Síria.

Guerra na Síria:
Todos pensaram que havia uma grande revolução por parte da população da Síria. A Primavera Árabe. Quem não se lembra.

Esta guerra civil começou em 2011 e persiste. Como a RTP e outras estações televisivas documentaram essa guerra? Depois da guerra em Líbia e o começo da guerra na Síria parece me que eu tinha já um dejavu. E um ditador o Bashar-Al-Assad. O próximo ditador como foi o Putin e o Gadaffi. Matam o povo. Mesmo a RTP, uma estação que e paga para por os contribuintes faz propaganda. O mesmo narrativo de todos.

Como isso pode ser? Não há investigação nenhuma? Quem tem interesses? De aonde são as armas e o dinheiro para continuar uma guerra por esses anos todos ? Nada. Eu ainda achei que só contar o que se passa não e propaganda. Mas com a crise de Venezuela, eu hoje tenho outra opinião. Depois em 2017 uma grande bomba!!!!!
Nem eu cheguei ouvir a bomba. Só em 2019 eu dei notícia. Quase ninguem ouviu nem escreveu sobre essa bomba internacional. Onde estão os jornalistas. Tanta gente formada de jornalistas a espera de sensações para fazerem um euro. Trabalham dia e de noite. Recebem prémios por serem melhor jornalistas. NINGUÉM. Nem em jornais nem na televisão pública ou privado. Silencio.
Os Estados Unidos revelam um programa administrado pela CIA para fornecimento de dinheiro, armas e treino de forcas "rebeldes" (Al -Quada e o Estado Islamico) para combate de Bashar al-Assad. O programa chama-se Timber Sycamore.
https://en.wikipedia.org/wiki/Timber_Sycamore

O que muitos no estrangeiro e mesmo dentro da Alemanha não sabem que há uma base militar alma "Ramstein" de onde os Estados Unidos pilotam drones para matarem "Terroristas". Mas neste caso utilizaram a base para mandar armas e ajuda para terroristas na Síria. Aqui um artigo de num jornal alemão sobre esse tema.
https://translate.google.de/translate?hl=de&sl=de&tl=pt&u=https%3A%2F%2Fwww.faz.net%2Faktuell%2Fpolitik%2Ffluechtlingskrise%2Fwie-der-fluechtlingsandrang-aus-syrien-ausgeloest-wurde-13900101.html
https://translate.google.de/translate?hl=de&sl=de&tl=pt&u=https%3A%2F%2Fwww.faz.net%2Faktuell%2Fpolitik%2Ffluechtlingskrise%2Fwie-der-fluechtlingsandrang-aus-syrien-ausgeloest-wurde-13900101-p2.html

Alguém no Telejornal chegou a explicar ao povo que EUA estava fazendo.
Como e possível que uma pessoa como Jose Rodrigues dos Santos que e praticamente a cara do noticiário e quase todas as noites pisca o olho ao publico, que esses jornalistas não são capaz de ver o que esta a passar?

Guerra na Síria e observatório sírio de direitos humanos:
Durante a guerra da Síria houve uma fonte de onde todos os jornalistas recebiam informações como fotos e vídeos. Foi o "Observatório sírio de direitos humanos". Esse observatório e dirigido por uma pessoa que vive dês de 2010 no exílio em Londres e tem simpatias com a "Irmandade muçulmana". Porque que os jornais e a estacões televisivas tinham de recorrer a esse material que não se sabe de onde veio.
Qual e a credibilidade de essa pessoa ?
Aonde estão os correspondentes da RTP. Já não há investigação e nem dinheiro e vontade ?

Depois vieram do nada os capacetes amarelos. Paramédicos equipados com comerás ? Nas noticias da RTP com o título "Imagem de menino sírio associada aos capacetes brancos" a RTP transmite 1 por 1 as noticias falsas.
https://www.rtp.pt/noticias/mundo/imagem-de-menino-sirio-associada-aos-capacetes-brancos_v941771
E a "RT Deutsch" que e um programa Russo que e dirigido a população almã, que dizem que e o nosso inimigo e que faz a investigação ? https://www.youtube.com/watch?v=cowLqWdycCE

Afinal eu ainda encontrei um artigo que critica isto em português: https://www.abrilabril.pt/internacional/falsa-fachada-dos-capacetes-brancos

Agora vem o evento central que mudou tudo. Foi o começo da crise dos refugiados. Crise ? Não. Isso foi intencional. https://translate.google.de/translate?hl=de&tab=wT1&sl=de&tl=pt&u=https%3A%2F%2Fwww.faz.net%2Faktuell%2Fpolitik%2Ffluechtlingskrise%2Fwie-der-fluechtlingsandrang-aus-syrien-ausgeloest-wurde-13900101.html

Por causa dos cortes de dinheiros para os refugiados a UNHCR já não tinha dinheiro para alimentar tanta gente. Assim esta crise começou. Muita gente puseram-se em movimento para a Europa. Eu ainda me lembro quando tantos os refugiados chegaram a ilha de Lampedusa e ninguém se importava dos chefes dos estados da união europeia.

Eu quero dizer que isto tudo o que aconteceu são coisas que os nossos governos fizeram. E os nossos jornalistas e apresentadores tapam os culpados e apelam a humanidade para ajudar. Quem fez as guerras ? Quem não ajudou quando foi preciso? Quem se aproveitou dos refugiados/migrantes no passado e agora ?

Em Setembro 2015 chegaram os refugiados ou migrantes que vieram da Hungria a Áustria e Alemanha. Ainda hoje há um debate se a chancelar Angela Merkel deixou a fronteira aberta ou não. Porque a argumentação e que dentro de Schengen não há fronteiras. Porque isso e uma violação da lei porque os migrantes são obrigados a pedir asilo no primeiro pais que seja seguro.
As críticas dizem que Merkel violou a lei e que ela mandou o sinal a outros refugiados/migrantes que as portas estão abertas. E os outros dizem que e um ato humanitario.

Pacto Global para Migração:
Depois veio uma evento central que me assustou e preocupou no mesmo tempo. A assinatura do Pacto Global para Migração. Eu pensei: Isto não será um truque para legalizar a migração ilegal desde 2015? Já antes disto houve 21 petições que foram todas rejeitadas pela comissão de petição do Deutscher Bundestag.
https://translate.google.de/translate?hl=de&sl=de&tl=pt&u=https%3A%2F%2Fwww.welt.de%2Fpolitik%2Fdeutschland%2Farticle184254452%2FUN-Migrationspakt-Bundestag-veroeffentlicht-doch-Petition-gegen-Abkommen.html

Mas perto da assinatura do pacto foi autorizado uma petição que atingiu em recorde as votações necessárias para ser debatida em frente da comissão de petição. Mas essa conferencia podia só já ser depois da assinatura do pacto.

De um lado dizem que o pacto não muda nada em relação a migração, que e só afirma que os estados cumprem os direitos humanos e com o objectivo de reduzir a emigração.
Os estados continuam a ter a sua soberania.
Por ou outro lado este pacto e considerado um "compromisso politicamente vinculativo" ("Nos comprometemos") que promove: (Exerto do pacto de Migração)

O pacto chega a ser numas declarações contraditorias. Nos últimos dois pontos o pacto diz que migração e uma coisa boa.
Aqui há uma fonte de criticas que e neste caso não pode haver vozes que criticam a migração nem hipoteticamente haja algum impacto negativo.
Mas aqui já vou dizer: Os nossos media já antes do pacto não forram diferentes.


Excerto media portugueses (Aqui umas vozes portuguesas que promovem a migração):
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Aqui ainda gravei uma politica que diz que migração e uma coisa boa:
https://youtu.be/sG_U8zyT3zs

Aqui esta uma parte que diz que Portugal e um pais de migração:
https://youtu.be/uq80Bl-MpAY

E aqui vai mais uma parte, que diz não há diferença entre refugiados e migrantes:
https://youtu.be/169G1mZD1hU

Mesmo o nosso presidente Marcelo Rebelo de Sousa diz que Portugal “é um país de migração”.
https://news.un.org/pt/story/2018/09/1639682


Situação hoje na Alemanha:
Há mais violência nas estradas. Há mais criminalidade nas estradas.
Há criminalidade com facas e violação de mulhares em grupos de migrantes.
O negocio de droga no parque em Berlim foi legalizada porque não conseguem combater.
Coisas que nunca vi na minha vida.
Quem e esta gente? De aonde são? Alguns fazem por deposito tirarem com os papeis para não serem expulsos do pais.
O que vocês viram nas noticias em 2017 que houve mulheres serem agredidas por "refugiados" em Colonia ("silvesternacht 2017 köln"), só foi uma parte.
Eu já vi reportagens no programa regular televisão a noite para ninguém da população alma ver, aonde mostraram pessoas que fizeram parte do Estado Islâmico pediram asilo na Alemanha ou conseguiram se esconder na Alemanha.
Há pessoas que imigraram para a Síria para combater no Estado Islâmico e agora regressam.
Não quero saber se Portugal já tem também o mesmo problema.
Isto não há controlo nenhum. Em vez de fazerem constróis a essa gente e ao contrario:
E o combate a "Fake News" o combate a extrema direita o que eu vejo na televisão.
Em Portugal tambem ja comecou esse combate:
https://youtu.be/niDghq0yg-4
https://mediaveritas.pt/?area=noticias&n=13
A AFD e o resultado de essa politica errada. O partido e estigmatizada medial e politicamente.
O que eu não compreendo porque em Portugal não há ainda um partido como esse.

Minha conclusão:
Eu estou a ver um plano por trás de isto.
Primeiro eram refugiados da Síria.
Depois foram refugiados por razoes económicas/climáticas
E agora e a migração porque as populações de Portugal/Europa estão descendo(Portugal envelhecendo) e nos precisámos mais pessoas para trabalhar
Outras razões saram: Promover diversidade (Multiculturalismo), Nos precisamos profissionais (gente formada)
Já o ultimo ponto alguém pensou o que se passa nos países de origem se gente formada sair colectivamente de esses países ?
Qual e o impacto para essa sociedade ? Estão destruindo esses países economicamente.

O que eu digo e que isto e uma grande propaganda medial e politica. Alguém já ouviu uma critica contra essa crisa migratória na TV ou Jornal?
O que eu sinto, e que há portugueses abandonar o pais porque não conseguem sustentar as suas famílias e são obrigados a abandonar o pais.
E depois por trás são capaz de acolher pessoas de outros países e pagarem formação, residência etc.
E um cuspo na cara de cada pessoa que abandonou o pais e esta com saudades um dia regressar a Portugal.
E uma exploração das pessoas laborar para pagar em fim menos de salário e exploração por parte da nossa elite humanitária para eles sentirem-se com a consciência tranquila.
E depois vem uma deputada no link acima a relatar que migração e uma coisa boa? Pensa que as pessoas gostam de abandonar o pais aonde sabem falar a língua aonde estão os seus amigos, familiares etc.?
Eu afirmo outra vez que eu não tenho nada contra emigrantes. Os emigrantes também são vitimas de isto tudo.
São os políticos corruptos, jornalistas e apresentadores que pensam que são melhores e humanitários depois da merda de trabalho que fizeram estes anos todos.
Por isso e que è o combate a "Fake news", por isso e que há um combate a extrema direita.
Eu não sou pessoa que comunique muito em comunidades. Eu gosto em ler e saber de todas as opiniões e igual se for direita ou esquerda.
Qual e a voca opinião. Como e a situação em Portugal? Aonde voces se informaam.
Estou muito curioso.
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2019.10.21 20:01 altovaliriano Pergunta de BryndenBFish e NPR de novo (out/2019) e Entrevista a OMNI (nov/1996)

Mais recente: Chicago Humanities Festival (11 out 2019)
Link no arquivo: https://www.westeros.org/Citadel/SSM/Entry/16170
O SSM consiste em um vídeo de 5 minutos carregado no youtube em que Martin responde à pergunta selecionada no twitter pela entrevistadora Eve L. Elewig. "Coincidentemente", foi a elaborada por Jeff Hartline (mais conhecido como BryndenBFish). Que marmelada...
Brincadeiras à parte, a pergunta foi "Ele acredita que Robert, Ned e Jon Arryn estavam certos em se rebelar contra Aerys? Ou ele teria permanecido leal a Aerys e os Targaryens?". Martin se desviou da pergunta e enrolou. Veja no vídeo.
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Mais recente (2): Entrevista à NPR Chicago (19 out 2019)
Link no arquivo: https://www.westeros.org/Citadel/SSM/Entry/16176
Na verdade, este artigo foi uma compilação da entrevista de Martin à WGN Radio e do bate-papo ocorrido na Chicago Public Library Foundation (CPLF), ambos já relatados aqui (vide aqui e aqui)
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Mais antigo: Transcrição de uma entrevista à OMNI Magazine (21-22 nov 1996)
Link no arquivo: https://www.westeros.org/Citadel/SSM/Entry/1425
A entrevista parece ter sido feita no formato de chat da internet, como vários códigos de hora, data e IPs. Eu suprimi tudo isso, deixando apenas nickname e mensagem, em ordem cronológica (a entrevista começou no dia 21 e terminou no dia 22). A tradução segue abaixo:
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Ed_Bryant_Mod : Boa noite, Sr. e Sra. América, e todos as naves no espaço! Esta é outra edição do Omni Visions Prime Time com Ed Bryant. Meu convidado esta noite é aquele escritor estelar de ficção científica, fantasia, romances, contos, filmes e TV, George RR Martin. Boa noite, George!
GeoRR : Para constar, deixe-me dizer que nunca trabalhei em ST:TNG [Star Trek: The New Generation], apesar do crédito que Ellen me deu quando ela estava divulgando isso. Portanto, sem perguntas sobre Data, por favor. Com Vincent eu posso lidar... bem, tanto quanto qualquer pessoa pode lidar com Vincent.
GeoRR : Perdemos contato com Ed?
Ellendat : Enquanto Ed tenta voltar para nós, eu gostaria de me desculpar com George por me enganar quanto a sua participação no ST:TNG.
GeoRR : Acho que Ed caiu de vez. Ele me avisou que isso poderia acontecer.
Ed_Bryant_Mod : Opa, desculpe pessoal! Minha introdução fantástica para George desapareceu repentinamente e eu fui interrompido por uma mensagem de "erro no servidor". Eu estou de volta, então eu vou aumenta-la (mais).
ellendat : Eu sei que posso falar por muitos de seus leitores (e provavelmente membros da platéia aqui) que é bom você voltou a escrever ficção em prosa depois de vários anos concentrando-se em TV.
GeoRR : Há dias em que estou muito satisfeito por estar "de volta" (embora nunca tenha realmente ido embora, sabe - durante todos os meus anos em Hollywood, escrevi e editei WILD CARDS). Há outros dias em que sinto falta da TV. Certamente sinto falta dos grandes carrinhos de mão de dinheiro que costumavam rolar no meu escritório.
Ed_Bryant_Mod : Para aqueles que possam ser novos na SF [Ficção Científica], George Richard Raymond Martin começou a publicar profissionalmente em 1971, com uma curta história para GALAXY. Seus livros subsequentes incluem A MORTE DA LUZ, TUF VOYAGING, SONHO FEBRIL, ARMAGEDDON RAG, a série WILD CARDS (como participante e editor), SANTUÁRIO DOS VENTOS (com Lisa Tuttle) e, entre muitas outras coisas, A GUERRA DOS TRONOS, o primeiro volume enorme em uma série de fantasia épica maciça. *ufa* Além disso, ele passou uma estada em Hollywood trabalhando com A BELA E A FERA e a renascida ALÉM DA IMAGINAÇÃO. Então, George. Quando você dorme e quanto tempo antes de terminar a série de fantasia?
GeoRR : Eu pretendo dormir entre o terceiro e o quarto volumes, ed. Eu dormia um pouco entre o segundo e o terceiro, mas agora é a hora de escrever um roteiro de SONHO FEBRIL que devo à Hollywood Pictures. Hollywood Pictures não existe mais, com certeza, mas eu ainda devo o roteiro. Se eu permanecer dentro do cronograma, devo terminar AS CRÔNICAS DE GELO E FOGO até o final de 1998, mas não prenda a respiração. Esses livros têm três vezes o tamanho de romances comuns, até grandes romances como SONHO FEBRIL, e estou aprendendo da maneira mais difícil quanto tempo leva para escrever um.
Ed_Bryant_Mod : Talvez você seja um viciado em adrenalina, George. Sobre a série de fantasia: Por quê? (sendo franco). Esta não é fantasia como avô, com certeza. É difícil, mas romântico. O que o intrigou em embarcar em um projeto tão grande?
GeoRR : Pudera eu saber. Na verdade, comecei o livro no verão de 1991. Eu estava entre os projetos de Hollywood, então decidi começar um novo romance, ver até onde chegava. O romance que comecei era um livro de SF chamado AVALON, ambientado na mesma "história futura" de DYING OF THE LIGHT e de muitos de meus contos. Na verdade, eu escrevi três capítulos. Mas então um dia o capítulo inicial de A GAME OF THRONES me veio tão vividamente que eu tive que escrevê-lo. Não é o prólogo, lembre-se, mas os primeiros capítulos, onde Bran vê o homem decapitado e encontra os lobos gigantes na neve. A próxima coisa que eu sabia era que AVALON havia sido colocado em uma gaveta e a fantasia tomara conta de mim completamente. Eu sabia que estava perdido quando comecei a desenhar mapas. Porém, é claro, DOORWAYS foi selecionado e fui convocado de volta a Hollywood, mas o livro nunca esteve longe de meus pensamentos.
Ed_Bryant_Mod : Intrigante... voltando um pouco. Quando você era mais jovem, antes de começar a escrever, qual o papel da fantasia em sua vida? O que você leu? Você jogou jogos com dragão e lobo gigante? E onde o seu gosto nesse sentido se desenvolveu como leitor e escritor adulto?
GeoRR : Acho que estou tendo alguns problemas aqui. O sistema comeu minha resposta.
Visitante (Gdozois) : Ellen, Gardner Dozois aqui. Quando George e Ed voltarem, pergunte se ele tem planos de publicar Turtle Castle um dia desses.
ellendat : Gardner, sua pergunta está aqui para que todos vejam :) shhh.
GeoRR : Estou de volta, acho. Eu desloguei e voltei. Todo o sistema parou aqui e nenhum dos comandos parecia funcionar.
GeoRR : Deixe-me tentar essa resposta novamente. Quando criança, eu lia principalmente SF e quadrinhos... não =havia= nenhuma fantasia sendo publicada naquela época. Eu descobri JRR Tolkien no colégio, quando Ace publicou sem autorização o Senhor dos Anéis. Fiquei Maravilhado. Também li Robert E. Howard, provavelmente antes de Tolkien. Conan era divertido, mas a Terra Média era mágica e maravilhosa. O =lugar= era tão importante quanto o enredo ou os personagens, acredito. É assim em toda grande fantasia. Estou tentando tornar meu mundo, meus sete reinos, tão vividamente real quanto JRR fez com o dele.
GeoRR : Olá, Gargy. Ninguém liga para TURTLE CASTLE.
Visitante (Gdozois) : Eu imagino isso como uma obra-prima perdida que será descoberta após sua morte e o catapultará para a fama mundial.
Visitante (169.197.15.29) : E quanto a Burroughs e Wells?
GeoRR : Eu tentei um Edgar Rice Burroughs. Um dos livros "Moon", eu acho. Eu devia estar velho demais, porque odiei e nunca tentei outra até Melinda Snodgrass e eu sermos contratados para fazer o roteiro de A PRINCESA DE MARTE. Eu li HG Wells, é claro. A MÁQUINA DO TEMPO em particular foi == e é == um dos meus favoritos.
Ed_Bryant_mod : George, junto com a fantasia, você parece ter muitos interesses em escrever. Nos interstícios entre mega-fantasias e trabalhos de Hollywood, alguma esperança de mais SF ou horror? Há aqueles de nós que se lembram de SONHO FEBRIL e ARMAGEDDON RAG com carinho indisfarçável.
Visitante (169.197.15.29) : Acho que eu tinha 10 ou 12 anos quando peguei Burroughs. É o que me fez começar, eu acho.
GeoRR : Oh, definitivamente farei outras coisas eventualmente, se a fantasia terminar. Tenho anotações para duas sequências de SONHO FEBRIL, tenho duzentas páginas do romance de Jack, o Estripador, que comecei em 1985 e nunca consegui vender, e quero fazer um livro com um dos meus pilotos de televisão não filmados. Aquele lá é pura SF.
Visitante (Gdozois) : Aproveitando que você o está importunando, Ed. Eu gostaria que ele escrevesse algumas novas histórias de ficção científica. --Gardner
ellendat : Sim. Eu também.
GeoRR : Na verdade, Gargy, é por isso que eu estava ligando para você no outro dia. Eu tinha essa noção ... bem, é muito complicado falar disso aqui, e não devemos falar disso em público de qualquer maneira, mas é uma ideia que eu gostaria de explorar com você quando você tiver meia hora ou mais .
Ed_Bryant_mod : A menção da PRINCESA DE MARTE me obriga a perguntar... Além das cargas de dinheiro em carrinhos de mão, qual é o apelo em Hollywood ? Você viu sua história "Reis da Areia" se tornar o piloto da renascida A QUINTA DIMENSÃO - Melinda Snodgrass (a escritora) e os produtores / diretores / atores visualizaram sua história de uma maneira que você a reconheceria?
Visitante (Gdozois) : Você sabe como se apossar de mim, George. Qualquer hora. --Gardner
GeoRR : Além disso, há esta novela chamada "Shadow Twin" na qual um certo Sr. Dozois e eu estávamos colaborando. Ellen, quer comprar uma novela Dozois / Martin?
Visitante (Gdozois) : Talvez possamos mesclar SHADOW TWIN com TURTLE CASTLE. --Gardner
ellendat : Estou certamente interessada. Está terminada?
Visitante (169.197.15.29) : Escritor iniciante fica [mais] verde.
GeoRR : Hollywood ... bem, essa é uma resposta complicada. Você realmente precisa subdividir Hollywood em duas arenas separadas, TV e Cinema. Eu trabalhei em ambos. TV foi muito emocionante, estressante, mas gratificante. Trabalhei em alguns bons shows, escrevi roteiros dos quais me orgulhava, os vi filmados, subi de um humilde redator para um exaltado produtor supervisor e quase consegui meu próprio show. Eu odiava morar em Los Angeles, mas gostava muito de trabalhar na TV.
Filme, por outro lado, cheguei ao ódio. O escritor é rei na TV; no filme, o escritor é uma merda. Passei três ou quatro anos da minha vida fazendo roteiros, vários deles com Melinda, e não tenho um punhado de filme para mostrar. De fato, ninguém nunca viu os roteiros, exceto alguns executivos de desenvolvimento. Adoro ir ao cinema, mas se tiver sorte, nunca mais precisarei "desenvolver" um filme.
Ed_Bryant_mod : Com algo parecido com o seu próprio show ... DOORWAYS. Esse era um conceito adorável e sofisticado de SF com boa reflexão sobre transitar em um mundo paralelo. Que tipo de forças foram necessárias para matá-lo?
GeoRR : Nunca terminei, Ellen ... mas um dia desses. Primeiro, preciso digitalizá-lo e colocá-lo em um disco. As páginas que temos (um bocado bastante grande) foram realmente escritas em uma = máquina de escrever =. Lembra-se delas? Eu tive uma máquina de escrever elétrica, já Gardner...
Visitante (169.197.15.29) : Eu pensei que ele se transformou (sem a sua influência) em Sliders. (não é um show muito bom, por acaso) -- David Felts
GeoRR : O que matou DOORWAYS foi principalmente foi uma sincronia ruim. Em agosto de 1992, quando exibimos o piloto para a emissora pela primeira vez, a ABC estava salivando para encomendá-la e, de fato, encomendou seis scripts de backup, um número muito alto. Mas estávamos muito atrasados ​​para a temporada do outono de 1992, então tivemos que esperar até maio do próximo ano. Entre agosto e maio, os dois maiores campeões da rede, os executivos que haviam trabalhado no programa conosco, partiram para outros empregos. Seus sucessores nos consideravam algo que restava do antigo regime. Quando chegou a hora da crise, a ABC decidiu que eles queriam apenas um único novo programa de SF em sua programação e seguiram com LOIS & CLARK, que havia sido desenvolvido pelo regime seguinte. E para quem não sabe o que foi o DOORWAYS ... bem, foi SLIDERS. Só que bom.
Visitante (Gdozois) : George, vamos sair agora. Tenha uma boa entrevista e diga Olá para Parris por nós. Boa noite Ellen, Ed e os demais. --Gardner
Ed_Bryant_mod : Uma pergunta em outra área. WILD CARDS, aquela longa série de livros de Bantam e Baen sobre supercaras e supermocinhas, vivos e às vezes bem, em um mundo que eles realmente criaram - alguma chance de continuar de alguma forma? Ainda parece haver público.
GeoRR : Gostaria muito de continuar com WILD CARDS, mas agora há muitas outras coisas no meu cardápio. Além disso, não temos um editor. Em retrospecto, mudar para a Baen foi um grande erro. Eles nos pagaram mais dinheiro, mas não venderam os livros com a mesma eficácia que a Bantam e depois nos culparam pelas vendas fracas. Suspeito que os WILD CARDS retornarão eventualmente, de alguma forma, embora possa haver um hiato de alguns anos. Alguns dos escritores estão fazendo barulho sobre como fazer histórias independentes sobre seus personagens e vendê-los para as revistas. Se algum dia eu encontrar tempo, provavelmente eu mesmo farei algumas histórias de Tartaruga e Popinjay.
Ed_Bryant_mod : Falando em WILD CARDS, apenas no caso de um de nossos sistemas travar novamente, eu queria fazer uma pergunta que assombra a maioria de nós, escritores. À medida que os livros esgotam com grande velocidade, eles se tornam o desespero do leitor lento demais para pegá-los durante as oito horas em que estavam à venda... Você é um dos escritores ativistas que se esforçou para manter seus livros disponíveis com seus próprios esforços. Isso está funcionando? E como os leitores podem aproveitar o seu serviço nessa área?
GeoRR : Sim, eu realmente mantenho estoques de meus livros esgotados e sobressalentes, tanto de capa dura quanto de brochura. De WILD CARDS, tenho volumes 1,2,6,7,9 e 11. Também tenho livros de bolso britânicos de REIS DA AREIA e TUF VOYAGING, a adorável edição limitada numerada e assinada do ARAMGEDDON RAG com slipcase e as primeiras edições do SONHO FEBRIL, SANTUÁRIO DOS VENTOS E RETRATOS DE SEUS FILHOS. Qualquer pessoa que queira alguma dessas informações pode me enviar um e-mail para [[email protected]](mailto:[email protected]) ou [[email protected]](mailto:[email protected]). Os preços são muito razoáveis ​​e os autógrafos são gratuitos. Você não apenas receberá um livro lindo e assinado, como também ajudará a apoiar meu mania com soldados de brinquedo. Desde que comecei a fantasia, fiquei viciado em colecionar cavaleiros em miniatura.
Ed_Bryant_mod : Ótimo. Lembrarei às pessoas que livros assinados e personalizados são ótimos presentes de fim de ano. Voltando a WILD CARDS momentaneamente. Uma enorme quantidade de material foi publicada ao longo de alguns anos de trabalho duro e febril. O que você acha que foi o maior apelo?
GeoRR : Bem, tivemos alguns escritores muito bons e algumas histórias fantásticas, mas acho que foi mais do que isso. O que notei no WILD CARDS foi o intenso interesse que os leitores desenvolveram nos personagens. Eles não eram apenas fãs do Wild Cards, eram fãs do Turtle, ou do Tachyon, ou do Fortunato. Cada leitor tinha personagens que amava e outros que odiava com a mesma paixão, e eles queriam acompanhar suas vidas. Eu sustento que é a mesma coisa que faz as pessoas acompanharem novelas de TV.
Marilee : George, eu sempre leio todas as histórias em Asimov, até mesmo as fantasias, mas frequentemente não estou interessado em comprar um livro relacionado a uma história de fantasia. Eu li "Blood of the Dragon" na edição de julho e imediatamente encomendei A GUERRA DOS TRONOS (que está abrindo caminho ao topo da pilha de leitura). O que fez você decidir escrever uma fantasia agora?
GeoRR : Marilee, eu respondi sobre esse assunto, talvez antes de você entrar. Não sei se há como retroceder, mas ... resumidamente, o livro não me deu escolha. Eu estava trabalhando em um romance completamente diferente, mas A GUERRA DOS TRONOS acabou de me tomar. Estou feliz que você tenha gostado de "Blood of the Dragon". Eu estava trabalhando em um capítulo de Daenerys hoje, por incrível que pareça.
Estranhamente, acho que nunca poderia ter escrito A GUERRA DOS TRONOS, a menos que eu tivesse feito WILD CARDS primeiro. O grande elenco de personagens de GOT é muito diferente dos meus romances anteriores, que se concentram muito em um único protagonista (A MORTE DA LUZ, SANTUÁRIO DOS VENTOS, ARMAGEDDON RAG) ou no máximo dois (SONHO FEBRIL). WILD CARDS, por outro lado, é =repleta= de personagens, e editar esses livros, especialmente os romances-mosaico, me deu muita prática no malabarismo com vários pontos de vista. Estruturalmente, A GUERRA DOS TRONOS é um romance-mosaico de WILD CARDS, só que comigo escrevendo todas as partes.
Ed_Bryant_mod : George, agora que você é um veterano em Hollywood, você acha que algumas das mesmas forças estão começando a deformar a publicação impressa também? Os novos autores com romances não seriados estão perdidos? E a publicação na web? Sinta-se à vontade para abordar qualquer um desses...
GeoRR : Uma pergunta deprimente, e uma resposta ainda mais deprimente ... mas sim, devo dizer, acho que as publicações estão sendo Hollywoodizada e tenho muita empatia por novos escritores que tentam entrar no ramo. Acho que ainda é será possível fazer um bom trabalho, mas muito menos possível ganhar a vida com isso. Quem ganhará a vida com isso serão as pessoas trabalhando em franquias e atendendo a gostos já estabelecidos, como [Star] Trek e Star Wars. É uma imagem sombria para alguém que realmente quer ser escritor em tempo integral. Por outro lado, antes de 1970 havia pouquíssimos escritores de SF em tempo integral, então talvez estejamos voltando ao que havia na Era de Ouro.
Ed_Bryant_mod : Deprimente, de fato. E o admirável mundo novo da publicação on-line? Alguma área brilhante que você possa enxergar?
GeoRR : Ainda não estou convencido de que a publicação on-line possa funcionar. Quero dizer, não vejo como alguém faria dinheiro com isso. Além disso, devo admitir, adoro livros, a sensação deles, a aparência deles, a conveniência. Leio-os na banheira, na cama e sentado ao ar livre. Não posso fazer isso com um leitor on-line, e também não gosto de imprimir romances e ter que lutar com pilhas de papel pesadas.
Marilee : Li todas as novelas OMNI no meu HP200LX - um computador de bolso que é mais leve e menor que a maioria dos livros, e pode ser segurado como um. Eu os li em consultórios médicos, restaurantes ou em qualquer lugar que eu tivesse que esperar. Ainda assim, ele seria muito caro se fosse apenas para ler livros.
Visitante (206.113.120.25) : Quais são suas próximas aparições na Whimpy Zone? --Keith
GeoRR : Não há muitas viagens nos meus planos atuais. Eu fiz uma turnê de quinze cidades pelo A GUERRA DOS TRONOS em setembro e outubro, além de Worldcon, Archon e World Fantasy Con, então agora estou feliz por estar em casa. Estarei em Archon novamente em outubro próximo e, claro, na worldcon em San Antonio, e em fevereiro vou a Nova Orleans para o Mardi Gras. Além disso, eu não sei. Eu posso ir ao Neulas [Nebula] em Kansas City.
Marilee : O que você fará com os cavaleiros de brinquedo quando os adquirir? Eu tenho muitos spaceguys de Lego, mas eles geralmente ficam na prateleira e são reorganizados de vez em quando.
Ed_Bryant_mod : Hmm, George. Talvez você possa se tornar um fazedor de pacotes e iniciar linhas de romances que exploram o mundo dos ônibus espaciais e cavaleiros de brinquedos Lego. Publique-os como Ron Goulart costumava escrever quando estava na publicidade... na parte de trás dos pacotes...
Talvez uma ou duas perguntas finais à medida que o tempo diminui. Onde você se vê como escritor em dez ou vinte anos, George? Ainda fazendo o mesmo reconhecidamente amplo leque de ficção? Ou há novas fronteiras que você deseja encarar?
GeoRR : Quanto aos cavaleiros, sim, eu os coloco nas prateleiras, arrumo os dioramas, os reorganizo e compro vitrines cada vez maiores e mais caras. Porém, eu não lido com Lego. Tenho Britain, Pings, Timpos, Banners Forward, Arsenyevs, Hornungs, Tiffany Soldiers, Staddens, Wyvern Standards, Traditions e uma dúzia de outros fabricantes, e também compro as remodelagens baratas de plástico e as pinto. Essas não são miniaturas de jogos, entenda. Estes são do tamanho tradicional de soldado de brinquedo, de 54 a 70 mm. As miniaturas de jogos são de 15 ou 25 mm, pequenas em comparação. Minha grande fantasia é encontrar o veio-principal da Courtenays sendo vendido em um mercado de rua por três dólares cada. Sorriso.
Ed, para dizer a verdade, não sei ao certo o que vou escrever daqui a cinco anos, muito menos vinte. Livros, TV, contos... Eu gostaria de fazer de tudo, mas nunca há tempo suficiente. Especialmente porque tenho o vago desejo de tentar ter uma vida também. Na verdade, não me saí tão bem nessa última parte; às vezes, olho para trás sombriamente ao longo de todos os anos passados ​​sentados em frente aos vários tipos de teclado, escrevendo sobre paixão, aventuras e maravilhas, quando o que realmente quero é =vivenciar= alguma delas. Mas talvez essa seja a maldição de todos os escritores. A maioria das biografias de escritores é mortalmente monótona, exceto para outros escritores - páginas e páginas de "E então ele escreveu". Ah, ok.
O que eu desejo para você, George, é que talvez você possa dividir seu tempo entre o teclado e o mundo. Nunca é tarde demais para ter uma aventura genuína. Então, boa sorte. E não leve nenhum soldados de brinquedo de madeira. Muito obrigado por participar do Omni Visions Prime Time hoje à noite. E para o resto de vocês, obrigado por participar. Boa noite a todos.
Marilee : Obrigado por aparecer, George!
GeoRR : Feliz de ter vindo aqui. Ed, Ellen, obrigado por me convidar. Depois que resolvemos os problemas, foi divertido.
GeoRR : Boa noite, Pessoal.
ellendat : Boa noite, George, e obrigado por ter vindo.
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2019.10.08 05:02 altovaliriano Explique "Grande Conspiração Nortenha" (out/2019) - Sem sinal de ASOIAF (ago/1990)

Hoje eu quero iniciar o formato que acredito ser o ideal para analisar os arquivos do So Spake Martin (SSM) de Westeros.org.
Eu tentarei analisar os SSMs mais antigos em ordem cronológica e os mais recentes de forma retroativa, até que ambas as pontas um dia se encontrem no meio. Daí em diante, eu passaria a apenas a analisar os mais recentes.
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Mais recente: Entrevista à WGN Radio (04/10/2019)
Link no arquivo: https://www.westeros.org/Citadel/SSM/Entry/16162
Martin foi entrevistado por telefone por uma rádio de Chicago antes da sua visita na cidade (que deve estar ocorrendo enquanto falamos).
Os apresentadores começam falando sobre a carreira de Martin na ficção científica, comentam a dificuldades de interação com leitores hoje em dia e, por fim, perguntam como é ter Westeros noite e dia consigo durante a escrita.
Martin fala diz que quando a escrita está correndo bem, ele fica pensando em Westeros o dia todo, mas o momento em que as idéias mais lhe ocorrem é quando esta indo dormir. Que fica pensando na cena que vai escrever na manhã seguinte ou na semana seguinte e que os personagens tomam vida e ele chega a ouvir partes de diálogos.
Depois as perguntas se concentraram em Game Of Thrones. Martin disse que o alívio porque o show acabou é apenas parcial, em razão de agora não se martiriza tanto pensando que está atrasado em relação à HBO.
Quando um dos apresentadores critica os roteiros dos episódios da 5ª temporada em diante (especialmente em relação à última temporada), Martin responde bruscamente. Diz que ele vai terminar o próximo livro e que aí poderão ler a versão dele da história. Martin também não avança muito quando é perguntado sobre Bloodmoon (série sucessora de GoT sobre a Era dos Heróis, sob a responsabilidade de Jane Goldman), apenas frisa que a série é de autoria de Jane Goldman.
No final da entrevista, o apresentador fala que seus filhos falaram tanto sobre a "Grande Conspiração Nortenha" (uma teoria de fã que devo cobrir no futuro) que ele sabia que só teria paz quando pedisse para GRRM explica-la. Martin ri e diz que não comenta teorias de fãs, pois diz que há muitas por aí, e umas são verdade, outras não.
O programa é encerrado com os apresentadores falando mal da escrita de Dan & David e tirando sarro de Martin por ter sido brusco na resposta sobre o final de Game of Thrones.
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Mais Antigo: Entrevista ao site Eidelon (01/04/1990)
Link: https://www.westeros.org/Citadel/SSM/Entry/1431
Nesta entrevista, vemos Martin responde perguntas sobre sua carreira na Ficção Científica e Horror, seu envolvimento com Hollywood (e o quão hesitante ele estava em voltar a trabalha lá depois de The Beauty and the Beast) e ele fala dos planos para o futuro.
O que é interessante sobre esta entrevista é que ela aconteceu antes que Martin começasse a escrever ASOIAF (em 1991) e vemos Martin avaliando um futuro que não incluía as Crônicas de Gelo e Fogo.
Confira abaixo a entrevista traduzida na íntegra:

E: Por que você começou a escrever?
GM: Bem, eu não acho que tenha decidido conscientemente me sentar um dia e dizer "Nossa, eu vou começar a escrever". De certo modo, eu sempre escrevi. Mesmo antes de poder escrever, eu sempre pensei em histórias e inventei histórias. Mesmo quando eu era criança e brincava, inventava personagens, brincava com tramas, brincava com histórias, contava histórias para as outras crianças. Portanto, não tenho certeza de que algo a que se chega depois de certa deliberação, é apenas algo que, pelo menos comigo, parecia automático; algo que eu nasci com.
Comecei a enviar minhas histórias e a publicá-las primeiro a nível de fã: nos tempos de escola durante a adolescência, eu era ativo no fandom de quadrinhos, que naquela época estava apenas começando nos Estados Unidos. Eu era um fã ativo de quadrinhos. Então publiquei em vários fanzines de quadrinhos e, finalmente, quando estava na faculdade, fiz minha primeira venda profissional.
E: Você é mais conhecido por escrever contos de ficção, e eu sei que escrever contos de ficção não compensa tanto quanto escrever romances. Por que você ainda escreve contos de ficção?
GM: Bem, às vezes eu só tenho uma história para contar que não tem o suficiente para ser um romance, e eu prefiro fazer um bom conto ou uma boa novela do que escrever um romance ruim e grande.
Na verdade, à medida que minha carreira progredia, minhas histórias tendiam a ficar cada vez mais longas. Quero dizer, acho que se você realmente olhar para a minha bibliografia, bem no início da minha carreira, escrevi principalmente pequenos contos. Faz vários anos desde que pude produzir um conto real e genuíno. Ou seja, algo curto [risos]. Embora eu escreva coisas com comprimento menor do que uma novela: venho fazendo muitas novelas e noveletas nos últimos anos.
E: Ainda é difícil vender novelas? Há uma maravilhosa história de horror em um dos livros de Stephen King sobre o quão difícil é vender novelas. Você acha isso?
GM: Não é difícil para mim vender novelas de ficção científica. Stephen King tem um nome gigantesco, é claro, mas mesmo ele está em uma posição um pouco estranha, pois é um escritor de terror; não há mercado para contos de terror, pelo menos não nos Estados Unidos. Existem algumas revistas semi-profissionais; ocasionalmente, a Revista de Fantasia e Ficção Científica publicará alguns, mas para as novelas de ficção científica ainda há um mercado bastante ativo, e foi uma novela, "Uma Canção para Lya", que virou uma das minhas principais histórias inovadoras no início de minha carreira. Ganhei meu primeiro prêmio Hugo, aqui na Austrália, na verdade; na Aussiecon One.
E: Você escreve muito horror hoje em dia. Por que? Pois só lhe vem histórias de horror ou porque acabou a graça da ficção científica?
GM: Bem, eu não diria isso. Eu gosto de fazer coisas diferentes. Há muitos tipos diferentes de histórias que quero contar. . . ficção científica, fantasia, horror, até mesmo algumas convencionais. Adorei histórias de horror quando jovem. Eu li muitas delas. Mas, por um tempo, a graça delas meio que acabou. Depois de ler tudo o que HP Lovecraft havia feito, na colégio, e ter experimentado alguns outros, realmente não consegui encontrar nenhum escritor de terror de que gostei. Eles não pareciam mais capazes de me assustar. Então eu meio que me afastei disso e, quando comecei a vender profissionalmente nos anos 70, eu estava lendo e escrevendo exclusivamente ficção científica. Mas acho que Stephen King produziu um genuíno renascimento do horror. Eu li e gostei de King. Muitas pessoas vieram no rastro dele, que eram imitadores e não eram tão bons, mas acho que ele provou que a ficção de terror ainda era viável. Eu tenho minha própria abordagem na ficção de horror, é claro. Eu não acho que isso se encaixa perfeitamente na categoria Stephen King. Há um parâmetro, o que eu chamaria de sensibilidade de "ficção científica", até mesmo para a minha ficção de terror.
E: Isso é extremamente lógico, extremamente bem explicado. . .
GM: Sim, há uma parte de mim que é muito Campbelliana em vez de Lovecraftiana, que acredita que realmente está dentro da capacidade da mente humana de compreender tudo, e meus protagonistas não são levados à loucura, como muitos de Lovecraft foram, por horrores grandes e incompreensíveis demais para eles imaginarem.
E: O que você acha do horror "moderno", da tradição do splatterpunk e do fato de os filmes estarem ficando cada vez mais violentos e cada vez mais bobos?
GM: Essa é uma pergunta muito ampla. Fiz parte de alguns painéis que falar sobre isso por algumas horas.
Certos aspectos disso me preocupam, na verdade. Permita-me aqui esclarecer que não sou a favor de nenhum tipo de censura; Eu sou bastante anti-censura. Eu sou o mais extremo que se pode ser sobre toda a questão da liberdade de expressão. Mas, no entanto, como leitor, lendo algumas dessas coisas, me perguntam o que eles querem dizem sobre a sociedade e a cultura norte-americanas, e me pergunto o que essa tendência significa, pois o horror se torna cada vez mais explícito e o foco muda, como tantas vezes acontece, para fazer do monstro o herói ao invés de vilão de grande parte de filmes de terror...
E: Eu lembro da frase em "The Skin Trade", em que um personagem atribui um assassinato a "alguém que já viu muitos filmes de Halloween e sexta-feira 13 ".
GM: Sim. Eu assisti a alguns desses filmes em que não apenas o que está na tela é perturbador, mas o comportamento de certos membros da platéia é muito assustador.
E: O que você está escrevendo agora? O que podemos esperar ver em um futuro próximo?
GM: Bem, no momento não estou no meio de nada importante. Continuo trabalhando na minha série Wild Cards , que é uma coisa contínua. No momento, estou trabalhando principalmente como editor, apesar de ter escrito metade do livro sete (que será lançado em agosto nos Estados Unidos). Esse é um mosaico de duas pessoas, eu e John Miller, por isso é essencialmente um romance colaborativo, do qual metade é meu.
Entreguei o livro oito e estou trabalhando na edição do livro nove, mas ainda não tenho histórias. Estou simplesmente trabalhando nisso como editor, e a série não para por aí. Até janeiro, é claro, eu estava trabalhando em no programa de TV A Bela e a Fera, mas que agora terminou, então eu assinei para fazer um filme de ficção científica de baixo orçamento (para fazer roteiro dele), mas não posso falar muito sobre isso. E estou testando algumas novas idéias de romance e tenho certeza que quando junho chegar (junho é tradicionalmente o mês em que a nova temporada de televisão começa em Hollywood) posso acabar recebendo ofertas para escrever ou produzir um novo programa de televisão. Eu teria que avalia-las, mas se eu voltaria para lá, eu não sei dizer. Depende do que tipo de show é, qual é a oferta, é algo que me interessa? Então, basicamente, tenho alguns meses de folga agora.
E: Um dos meus livros favoritos é oTuf Voyaging. A Locus [Magazine] anunciou há muito tempo que haveria um segundo livro,Twice as Tuf”. Eles estavam mentindo?
GM: Bem, eles não estavam mentindo. Pode ser que esse livro ainda venha, mas não será lançado tão cedo. Basicamente, eu assinei para fazer o Twice as Tuf e logo depois de assiná-lo, acabei trabalhando em Hollywood, primeiro em Além da Imaginação e depois em A Bela e a Fera , e isso ocupou muito do meu tempo. E o prazo chegou e foi embora e nós o estendemos várias vezes para Twice as Tuf e nada... Eu nunca tive tempo para produzir nada relativo a isso. Então, finalmente, cheguei a um entendimento com a editora, pelo qual lhes dei essencialmente dois dos meus direitos para brochura de dois outros livros, A Morte da Luz, meu primeiro romance, que eles acabaram de relançar, e direitos para brochura de uma de minhas coleções que nunca esteve foi impresso em brochura [Retrato de Seus Filhos - Ed. ], então eles farão uma edição desta também, e eles substituirão Twice as Tuf. Agora, eu ainda gostaria de escrever mais sobre esse personagem e ainda acho que vou retomar e fazer esse livro algum dia, mas exatamente quando esse dia chegará, eu não sei.
As demandas da TV quando estou trabalhando em um programa me mantêm bastante ocupado, e fazendo isso e os Wild Cards, eu não consigo dar conta de muita coisa. E agora que tenho um pouco de tempo para pensar em assumir outro projeto, não acho que a coisa "Tuf" seja a primeira coisa em que realmente me apetece entrar agora. Eu gostaria de fazer outro romance quando tiver tempo; um que não seja parte deu uma saga.
E: Você mencionou a Bela e a Fera e Além da Imaginação**.** Como é escrever uma série? Além da Imaginação deve ser bem diferente, pois é uma série antológica... Como foi sua experiência com isso, como você se envolveu e como foi?
GM: Bem, eu me envolvi nisso quase por acaso. Phillip de Guerre, que foi o produtor executivo de Além da Imaginação, também é um grande fã de rock 'n' roll, e há alguns anos atrás eu fiz um livro chamado The Armageddon Rag e Phil o selecionou para um filme. Naquela época, ele me levou para Hollywood, tive várias reuniões com ele para discutir o roteiro que ele planejava escrever para o filme de The Armageddon Rag e ele escreveu vários roteiros, mas nunca conseguimos fazer o filme ou conseguir financianciamento.
Mas eu conheci Phil no processo e, quando ele pôs Além da Imaginação em produção, resolvei arriscar e me deu um trabalho de roteiro, e gostou do resultado o suficiente para que, quando estavam com muito serviço, me trouxessem a bordo como Staff Writer (que é o único cargo de produção de Hollywood que contém a palavra "escritor" e, portanto, você sabe que é a posição mais baixa da cadeia, como de fato era). Então, comecei como redator em Além da Imaginação e subi até o Story Editore, em seguida, Executive Story Consultant. E, em A Bela e a Fera, eu fui Produtor e depois Coordenador de Produção.
Então, Alpem da Imaginação era bem diferente de A Bela e a Fera, de certa forma, porque um era um show antológico e o outro é uma série episódica semanal regular, e ainda assim os dois projetos tinham talvez mais em comum um com o outro do que qualquer outra coisa que eu já tenha feito, porque eles eram, afinal, a televisão, que é um mundo completo em si mesmo, e é diferente de qualquer experiência que um escritor possa ter, de verdade.
De certa forma, sinto que a televisão era boa para mim. Certamente foi bom para mim financeiramente [risos] e foi muito estimulante. Digo, eu havia sido um escritor independente por muito tempo antes de assumir esse emprego; trabalhando em casa, acordando todos os dias, levando duas horas para tomar minha xícara de café, entrar no escritório, ligar o processador de texto, talvez fazer alguma coisa, talvez não (Eu nunca fui um escritor muito disciplinado, e é por isso que minha bibliografia é comparativamente curta em comparação com alguns de meus contemporâneos).
Não é assim que Hollywood funciona. Você entra no escritório todos os dias, fica lá não por oito horas por dia, mas algo mais perto de dez, onze ou doze horas. Você está escrevendo, participando de reuniões, participando de sessões de apresentação, indo ao set, reunindo-se com o diretor ou o responsável. Então isto me impôs certa disciplina em mim; que era boa para mim e também extremamente estimulante. Digo, era um mundo totalmente novo para aprender, sobre o qual eu não conhecia nada antes, e isso me envolveu em algo que eu não tive por muitos anos; todo esse negócio de "ambiente de escritório", onde você realmente precisa entrar e interagir com outras pessoas.
Hollywood é um mundo estranho, mas, de certa forma, é o Mundo Real, e é bom para um escritor entrar em contato com o Mundo Real de vez em quando. Eu acho que um escritor que passa toda a sua carreira escrevendo romances a partir dos estudos que faz em sua casa (e talvez encontrando algumas pessoas em convenções ou ocasionalmente indo a um coquetel literário) perde de vista o mundo real, de como as coisas realmente são lá fora. E você começa a fazer muitas coisas auto-referenciadas, o que eu acho que é uma armadilha para qualquer escritor.
E: Você colaborou bastante durante sua carreira, fora o trabalho de televisão. Você gosta disso e como você faz?
GM: Cada caso é diferente. É como um casamento. Eu colaborei com Lisa Tuttle, Howard Waldrop, George Gutthridge. Com quem mais eu colaborei? Estou esquecendo alguém? [Risos.]
E: Bem, a televisão é colaborativa até certo ponto. Wild Cards é colaborativo, se preferir.
GM: Bem, com Wild Cards , estou funcionando mais como editor do que como colaborador, então isso é um pouco diferente. Cada uma das minhas colaborações era essencialmente diferente.
Aquele com Howard foi a primeira colaboração. Isso era basicamente: Howard e eu estávamos nos correspondendo há muitos anos, finalmente nos conhecemos em uma convenção em Kansas City, 1972, e devia ter algo errado naquela água ou algo do tipo porque decidimos "Ei, vamos fazer uma história juntos!" Então, enquanto todo mundo estava no Playboy Club no hotel de convenções servindo bebidas por coelhinhas voluptuosas, Howard e eu estávamos em nosso quarto de hotel com a pequena máquina de escrever portátil de Howard, martelando folhas de papel amarelo e, sabe, ele escrevia e ficava sentado atrás dele na cama e então ele parava e eu escrevia, e não produzimos muito coisa. Terminamos uma pequena parte, mas ele levou para casa, escreveu mais um pouco, enviou para mim e assim por diante.
Lisa e eu, éramos pólos opostos para começar. Ela estava no Texas e eu em Chicago quando começamos e depois em Dubuque, Iowa, e colaboramos principalmente através de e-mails, cada um de nós escrevendo uma seção, enviando-as para o outro, que reescreveria a seção anterior que o outro havia escrito e então avançaria um pouco mais além. Assim foi indo e voltando até que chegou um ponto em que eu não sabia mais o que Lisa havia escrito naquele livro e o que eu havia escrito. Ocasionalmente, uma frase se sobressaia como uma “frase de Lisa" ou uma frase minha, mas, fora isso, eu não saberia diferenciar.
A coisa com George Gutthridge, era uma história muito velha. Na verdade, foi uma das primeiras histórias de ficção científica que eu escrevi, que foi recusada várias vezes e que eu nunca fui capaz de vender. Anos depois, George pegou-a e reescreveu. Portanto, minha escrita foi feita no final dos anos 60, e ele a dele foi feita uma década depois.
E: Nightflyers foi transformado em filme há alguns anos atrás. O que você achou do filme? Foi bem diferente da sua história.
GM: Bem, acho que eles foram cerca de 75% fiéis, mas, infelizmente, os 25% que eles mudaram tiveram uma espécie de efeito cascata e fizeram com que os 75% que não foram alterados não fizessem tanto sentido quanto poderia ter. Eles fizeram algumas mudanças que eu aprovo e gostei e outras que não entendi e não gostei.
Eu acho que o filme teve algumas coisas boas - direção de arte adorável, efeitos especiais maravilhosos, considerando o orçamento que era minúsculo (sim, eles não têm os efeitos especiais de Guerra nas Estrelas, mas para um filme de três milhões de dólares - o que ele era - fizeram um trabalho muito impressionante) e tiveram algumas boas interpretações secundárias - mas no geral não acho que funcionou. Infelizmente.
E: Você tem outros projetos de filmes que possam ir adiante, em um futuro próximo?
GM: Eu tenho interesse constante em "Sandkings". Ele está sempre sendo selecionado. E tem havido algum interesse no Fevre Dream. E Phil ainda está ocasionalmente fuçando e conversando sobre O Armageddon Rag. Mas se alguma dessas coisas realmente vai acontecer, eu não seria capaz de afirmar.
E: Quem o inspirou como escritor? Quem são seus escritores favoritos?
GM: Há muitos escritores que eu gosto. Acho que aqueles que realmente tiveram mais efeito sobre mim foram provavelmente os escritores que li quando jovem. Costumo pensar que essas influências, que você absorve a nível subconsciente antes mesmo de sonhar em escrever, são as influências duradouras. Quero dizer, eu cresci lendo Andre Norton, lendo Heinlein Juveniles, lendo Eric Frank Russell (que eu acho um autor maravilhoso, mas que é por demais esquecido, infelizmente). Lovecraft: quando descobri Lovecraft, fiquei encantado por ele, por razões que tenho certeza de que eu entenderia se ainda tivesse quinze anos [risos].
Hoje em dia, meus escritores favoritos são uma lista diferente. Sou um grande admirador de Jack Vance. Eu não sei se Vance teve. . . Vance exerceu grande influência em Haviland Tuf, que começou na primeira história, "Uma Fera para Norn", como uma tentativa muito consciente de escrever uma história ao estilo "Jack Vance", e se você olhar em "Uma Fera para Norn", sou eu muito arduamente imitar Vance. E há ainda outras partes de Tuf que são muito Vancianas. Mas, fora isso, não acho que Vance tenha tido um efeito profundo na minha escrita. Eu leio muito fora deste ramo hoje em dia. Pessoas como Larry McMurtry, William Goldman, Pat Conroy. Essa é uma lista longa. Eu poderia dar nomes aqui o dia todo.
E: Como começou a série Wild Cards**?** Eu ouvi uma mito sobre isso.
GM: Bem, na verdade começou como um jogo de RPG. Há um grupo de escritores em Albuquerque que ocasionalmente jogam juntos, e eles me arrastaram para algumas de suas atividades. Então, eu joguei vários jogos com eles e eles sabiam que eu era um velho fã de quadrinhos desde a infância. Então, em um ano, no meu aniversário, Vic Milan me deu um jogo de RPG de super-herói chamado Superworld, da qual me tornei o Mestre. E pelo menos metade das pessoas em nosso grupo de jogadores eram escritores profissionais com histórias publicadas. Então eles criaram personagens realmente maravilhosos, e como Mestre eu criei mais personagens do que qualquer outra pessoa. E jogamos esse jogo incessantemente por um ano e meio e colocamos muita criatividade e desenvolvimento nos personagens. Neste ponto, eu finalmente disse, sabe, deve haver alguma maneira de ganharmos dinheiro com isso [risos].
Não, me ocorreu que seria uma excelente série de antologias em um mundo compartilhado, seguindo o modelo de Thieves World . Então, reunimos pessoas, conversamos a respeito, e talvez de meia dúzia a uma dúzia dos personagens foram incorporados. Agora, para deixar claro, não acredito apenas em botar no papel as aventuras dos jogos. Me parece uma boa maneira de obter uma ficção realmente ruim. Digo, jogos são divertidos, mas não são livros. Portanto, muitos de nossos personagens, embora tenham suas raízes no jogo, foram substancialmente alterados e adaptados na transição. Além disso, muitas pessoas envolvidas em Wild Cards não eram membros do jogo. Quero dizer, começamos com o núcleo dos escritores de Albuquerque, mas entrei em contato com muitas pessoas como Roger Zelazny, Howard Waldrop, Pat Cadigan, entre outros - que não faziam parte do grupo de jogos - mas que eu sabia que tinham algum carinho por heróis pulp ou heróis de quadrinhos, todo o conceito de superpotências e que eu pensei que seriam capazes de contribuir com algumas coisas interessantes para a série.
E: Para novos escritores em geral, algum conselho?
GM: Acho que este é um momento difícil para alguém que está estreando. Digo, o início dos anos 70, quando entrei, foi um período muito mais favorável.
O mercado de contos ainda está aberto. Digo, Asimov, Analog, F & SF estão constantemente procurando novas pessoas, porque você não consegue ganhar dinheiro suficiente com elas [as revistas de contos], então as pessoas tendem a não ficar por muito tempo. Ainda é o melhor lugar para estabelecer uma reputação. Eu acho que estabelecer uma reputação nesta época em que há tantos escritores... tornar seu nome algo que os leitores vão lembrar e procurar é uma das coisas mais importantes.
Uma das coisas mais inteligentes que fiz na minha carreira, que fiz por acidente - certamente não planejei – foi não escrever um romance nos primeiros cinco ou seis anos. Porque então, quando o romance foi lançado, não era apenas o romance de alguém que ninguém havia ouvido falar, era o tão esperado primeiro romance de George R. R. Martin, o vencedor do Hugo! Isso me proporcionou um pagamento adiantado muito maior, teve uma certa quantidade de hype, foi resenhado em todos os meios, teve visibilidade. E a maneira como conseguiu essa visibilidade, é claro, foi nas revistas: tendo não apenas um conto ocasional, mas tendo muitos contos [publicados] naqueles primeiros anos. Houve meses em que três revistas foram publicadas, todas com uma de minhas histórias nelas: histórias de capa. Assim, estas vendas iniciais de contos às revistas ainda são um dos melhores jeitos de se fazer isso.
A longo prazo, é claro, você precisará passar para romances se quiser ganhar a vida como escritor profissional em tempo integral. E essa é a parte que está se tornando cada vez mais difícil, principalmente se você é um escritor sério e com ambição. Digo, eu vejo o mundo de Hollywood com o qual lido, e o mundo dos livros de onde venho, estão ficando cada vez mais parecidos a cada ano que passa, e não é Hollywood que está mudando. Os editores de livros estão se tornando cada vez mais voltados para a ficção comercial, para os resultados. Assim, enquanto a empresa estivesse lucrando, eles bancariam um bom autor por alguns anos e alguns livros até que ele encontrasse seu público e estabelecesse sua reputação. Agora, se o seu primeiro livro não ganhar dinheiro, você terá muita dificuldade em vender o segundo. Digo, esta é a situação atualmente. Muitas pessoas dizem que é realmente muito bom comercialmente vender um primeiro romance. Mas se esse primeiro romance não se provar um David Eddings ou um Stephen Donaldson, é comercialmente terrível por a venda seu segundo romance.
E: Tendo participado de Alpem da Imaginação e Wild Cards , você acha que o "mundo compartilhado" está se tornando uma tendência séria ou você acha que é apenas uma fase pela qual estamos passando?
GM: Bem, acho que há um pouco de ambos. Não acho que antologias funcionaram na televisão, o que é uma coisa a lembrar. Veja, Além da Imaginação foi um fracasso, nem um pouco tão bem-sucedido quanto o programa original, que foi de certa forma um programa periférico por cinco anos, por mais aclamado que fosse (e foi um programa maravilhoso que assisti religiosamente quando criança). Em algum momento dos meus discursos aqui [em Danse Macabre] eu acho que vou falar um pouco mais a respeito, mas esta entrevista não será publicado antes do evento, então, apenas adiantando assunto: eu acho que. . . todas as formas de ficção, todas as formas de entretenimento estão se movendo cada vez mais para as séries. Quero dizer, vemos pessoas em nosso ramo olhando para ele com uma visão muito restrita e dizendo "O que está acontecendo com a ficção científica? Essas malditas séries!". Não está acontecendo apenas na ficção científica, está acontecendo com todas as formas de ficção. Está acontecendo na televisão, onde os programas de antologia não conseguem ter sucesso e as pessoas querem programas de séries. Está acontecendo nos filmes, onde você tem Rambo IV e Rocky IX . Qualquer coisa que faz sucesso retornará com em um “II”, no final.
E: Quem você culpa? Você culpa a televisão ou. . .
GM: Não, eu não culpo a televisão. Eu acho que parte disso é a evolução da nossa cultura. Ainda estou procurando algumas explicações sobre isso; não tenho todas ainda. Portanto, isso não é conclusivo como em um artigo acadêmico, mas eu tenho o começo de algumas teorias a respeito. Não sei o suficiente sobre a Austrália para falar sobre a cultura de vocês com qualquer autoridade; eu sempre pensei nisso em termos de Estados Unidos.
Se você olhar para o romance: quando o romance foi concebido, era. . . o próprio nome denota novidade - "o novel", é uma coisa nova, derivada da raiz latina. Mas o romance foi apresentado em um momento em que a sociedade era muito estática, onde as pessoas nasciam em uma cidade pequena e talvez nunca tivessem ido a mais de 48 quilômetros dela (a menos que entrassem em guerra). Quero dizer, as pessoas nasciam na Inglaterra, a cem milhas de Londres; e nunca viram Londres. Eles viveram e morreram sem vê-la. Eles exerciam o ofício que sua família exercia, eles se casavam com a garota da casa ao lado, permaneciam casados ​​com ela por toda a vida, criavam filhos que efetivamente assumiriam o comércio quando eles morressem. Nesse mundo, os romances, com sua promessa de novidade, eram um sopro de ar fresco. Eles o levariam vicariamente a lugares que você nunca iria. Eles o apresentariam a uma gama muito maior de pessoas. Se você estava entediado com as dezessete pessoas que você via todos os dias em sua aldeia, eis aqui outra pessoa que você conheceria, e todos eram novos.
Agora, você olha o que existe nos Estados Unidos. Quando falamos sobre a América hoje, você tem uma sociedade completamente móvel. Digo, eu olho para minha própria vida. Nasci em Bayonne, Nova Jersey. Fui para a faculdade nos arredores de Chicago, que fica a milhares de quilômetros de distância, deixando pra trás todos os meus amigos em Bayonne, perdendo o contato com eles, fazendo novos amigos na faculdade. Eu me mudei . . . na verdade, fui para a escola em Evanston, ao norte de Chicago, e depois me mudei para Chicago [enquanto] meus amigos da faculdade se espalharam por todos os Estados Unidos, e eu conheci outro grupo de pessoas enquanto trabalhava nos meus primeiros anos em Chicago. Ensinei na faculdade em Dubuque, Iowa, novamente me mudando, e depois fui para Santa Fe e depois para Los Angeles. Então, eu estou com quarenta e poucos anos e tive cinco grandes movimentos de milhares de quilômetros na minha vida, o que geralmente significa ter tido um conjunto completamente diferente de amigos. Tive várias carreiras diferentes: ensinei em faculdade, fiz torneios de xadrez, fui escritor, fui roteirista de televisão (o que é diferente de ser escritor de livros). Eu fui casado e divorciado e já estive em vários outros relacionamentos. (Agora estou em um relacionamento há bastante tempo). E sou estável em comparação com algumas pessoas! Quero dizer, há imensa mobilidade em curso.
Eu acho que essa atual é uma cultura em que nada é estável. Ou seja, passa o mais longe possível da cultura que produziu o romance. Digo, sua profissão não está definida, as pessoas estão sempre mudando-a durante a vida. Eles chegam aos quarenta e cinco e decidem: "Bem, eu não quero mais ser advogado, apesar de ter sido treinado para isso a vida toda. Agora, quero navegar de barco pelo mundo". Eles se casam, se divorciam, perdem contato com todos os amigos. As famílias nem ficam mais em contato. Assim, a ficção, que nos fornece vicariamente as coisas que não recebemos na vida, a ficção nos dá estabilidade. Digo, vinte anos podem ter se passado, você pode ter um emprego diferente, você mora a duas mil milhas de onde começou, é casado com alguém diferente, mas Star Trek ainda é o mesmo. Você pode voltar lá, e aqui está esta pequena ilha onde Kirk e Spock ainda vão discutir um com o outro, e eles são quase como que amigos seus, com quem você sempre pode contar para estarem lá. Você não irá ligar para um amigo antigo - e ele se transformou em alguém que você não conhece. Kirk nunca se transforma em alguém que você não conhece. Ele sempre permanece sendo Kirk. E o que eu consigo perceber sobre o sucesso das séries, mesmo dentro do ramo, está sempre relacionado aos personagens. Existe uma relação muito forte com os personagens. Digo, se você participa de um painel chamado Writing the Science Fiction Novel, você recebe perguntas gerais da platéia sobre "Como eu vendo meu romance?" [e] "Como começar quando se escreve um romance?" Você nunca recebe perguntas específicas sobre o livro. Se você aparece em painel sobre Wild Cards ou Thieves World, você recebe perguntas como: ​​"Eu não gosto do que você fez com Hiram Worchester. Quando você vai ajudá-lo?" ou "Você vai dar um descanso para o Tartaruga?" ou "Por Deus, eu não suporto esse tal de Fortunato. Ninguém vai dar um soco na boca dele?" Digo, as pessoas formam esses relacionamentos intensos de amoódio com determinados personagens, e acho que isso é acontece com todas as séries.
E: Muito obrigado.
GM: Claro, o prazer é meu.
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2019.08.04 02:52 altovaliriano Os primeiros dias do fandom de ASOIAF e Game of Thrones

Link: https://bit.ly/2KtExQJ
Autora: Alyssa Bereznak
Título original: The Last Popular TV Show (How game of Thrones became the last piece of monoculture)

Padraig Butler não se lembra exatamente quando se tornou Deus-Imperador da Brotherhood Without Banners. Nos últimos 18 anos, o gerente demeteorologia aeronáutica de 43 anos fez uma peregrinação anual à Worldcon, a convenção de ficção científica e fantasia, para celebrar o trabalho de George R.R. Martin, autor de As Crônicas de Gelo e Fogo. E foi quase 18 anos atrás, quando ele viajou pela primeira vez de sua cidade natal, Dublin, na Irlanda, para a Filadélfia, que começou a jornada até Imperador-Deus.
Segundo a história, a recém-criada organização - batizada em homenagem a um grupo fora da lei na série de livros - organizou uma festa em homenagem a Martin. Depois de uma noite de bebedeira, um fã bem satisfeito, conhecido em fóruns online como Aghrivaine (e cujo nome real é David Krieger), presenteou o autor com uma espada e pediu para ser armado cavaleiro. O autor concordou sob uma condição: que Krieger e os outros foliões se juntassem a ele em uma "missão" às 1 da manhã ao Pat’s King of Steaks. Naquela noite, depois que cerca de 20 membros da BWB encheram seus estômagos com a comida local, eles foram apelidados de Cavaleiros do Cheesesteak.
Nos primeiros anos do clube de fãs do livro, quando o tamanho dos encontros da Brotherhood Without Banners ainda era administrável, esses títulos voltados para a comida se tornaram um símbolo de honra. (Os Cavaleiros da Poutine, os Cavaleiros do Deep Dish, os Cavaleiros do Haggis e, lamentavelmente, os Cavaleiros da Lixeira). Por decreto de Martin, foram acrescentadas outras honras para reconhecer a participação. Um membro que tivesse participado de pelo menos três grandes encontros da BWB seria apelidado de lorde. Depois das cinco, um príncipe. E depois de sete, rei. Butler já esteve em 16 Worldcons e cerca de 100 outras convenções relacionadas a Thrones e confraternizações pertinentes, protegendo seu reino há muito tempo por meio de seu título de cavaleiro do Cheesesteak. "Eventualmente perguntaram a George, de que chamaremos Padraig agora?" Butler lembra. "Ele disse: ‘É isso. Ele é um rei. Ele vai ficar rei até que alguém o remova do trono’”. Butler não tem planos de parar. "Agora as pessoas apenas dizem: 'Você é o Imperador-Deus'".
Butler visitou um total de 12 países e quatro continentes para se encontrar com seus companheiros de estandarte, construindo uma rede social internacional digna de um líder mundial consagrado. E graças a uma junção de tecnologia e entretenimento, a série de livros indie pela qual ele se apaixonou nos anos 90 se tornou uma espécie de passaporte cultural, tanto uma razão para ver o mundo quanto uma maneira de se conectar com as pessoas que o compõem.
Ao longo dos anos, ele também assistiu com admiração quando Game of Thrones explodiu e se tornou uma peça onipresente da cultura pop diante de seus olhos. Um dia, ele embarcou em um trem e viu vários passageiros lendo os livros de Martin. Então ele olhou para cima para ver outdoors gigantes anunciando a data de estréia da adaptação da HBO. Eventualmente, seus colegas no aeroporto começaram a discutir o programa como uma fonte de turismo. (Uma atração de 110.000 pés quadrados chamada Game of Thrones Studio Tour será aberta na Irlanda na primavera de 2020.) Depois de quase 20 anos celebrando a série, e vendo-a se transformar em best-seller, programa de televisão, universo estendido e a potência da propaganda, ele ainda acha difícil processar o alcance da franquia. "É tipo: Nossa, isso está em toda parte agora."
[...]
Em 1997, Linda Antonsson estava dando uma olha sua livraria local em Gotemburgo, na Suécia, quando se deparou com uma versão em brochura de A Guerra dos Tronos, de George R.R. Martin. Era o primeiro item no que o autor previa ser uma trilogia intitulada As Crônicas de Gelo e Fogo, e contava a história de várias grandes casas disputando o poder nos continentes fictícios de Westeros e Essos, contada a partir da perspectiva de um punhado de personagens interessantes. O livro tinha sido lançado no ano anterior sem muito alarde. "Realmente não fez sucesso quando saira em capa dura", lembra Antonsson. Mas quando ela começou a ler, foi fisgada.
Ninguém mais que ela conhecia havia lido o livro, então ela se voltou à internet em busca de outros fãs de Martin - o que era uma experiência relativamente nova nos anos 90. "Eu lia muita fantasia, mas nunca tive ninguém com quem conversar sobre fantasia", ela me disse. "Eu tinha todas essas coisas que queria discutir e ninguém para conversar." Os cidadãos suecos não conseguiram adquirir suas próprias conexões dial-up até 1995; antes disso, Antonsson ocasionalmente fazia o acesso no centro de informática de sua universidade, onde estudava arqueologia clássica. Quando ela finalmente conseguiu sua própria conexão à Internet, ela navegou de bulletin board em bulletin board, debatendo desde a trilogia O Senhor dos Anéis, de J. R. R. Tolkien à série de livros A Roda do Tempo, de Robert Jordan. “Era um mundo incrível para se entrar, para poder encontrar todas essas pessoas que compartilhavam seu interesse sobre essas coisas que pareciam bem obscuras.”
Através desses primordiais fóruns da internet, Antonsson também descobriu o ElendorMUSH, um RPG multijogador baseado em texto que simulava o ambiente da Terra Média descrito nos romances de Tolkien. (O termo MUSH significa “alucinação compartilhada por vários usuários” [multi-user shared hallucination]. Isso foi antes de World of Warcraft, quando os computadores não tinham placas gráficas poderosas e os jogadores tinham que usar sua imaginação). Foi lá, na “cultura” que Antonsson havia se juntado, que ela conheceu Elio García. Na época, García estudava literatura inglesa e história medieval na Universidade de Miami. E os dois passaram os últimos anos analisando os detalhes mais sutis da Terra Média em árvores de discussão da Usenet, as precursoras dos fóruns on-line. Depois de terminar A Guerra dos Tronos, Antonsson convenceu o cético García a lê-lo também.
Logo eles estavam navegando juntos. Em 1998, a internet estava sendo amplamente usada como um utilitário de busca de informações em vez de uma rede social. Mas com a ajuda de algumas pesquisas no AltaVista, os dois encontraram tantos fóruns de fãs de A Guerra dos Tronos quanto puderam. Entre seus resultados estava Dragonstone, que García lembra ter sido executado via uma conexão de internet instável na Austrália; Harrenhal, que foi construído sobre a plataforma de serviços web Angelfire da Lycos (quee de alguma forma ainda existe hoje); e um fórum chamado Canção de Gelo e Fogo, dirigido por um usuário chamado “Revanshe.” Isso foi na época em que o mundo do entretenimento estava começando a entender o poder de marketing de mitos na internet. E, ao fuçar os fóruns de fãs dedicados à série Wheel of Time, Antonsson havia testemunhado em primeira mão como pistas e pontos da trama não resolvidos motivavam conversas. Ela viu o mesmo fervor se desdobrando com ASOIAF.
"Algumas das maiores e mais intensas discussões sempre foram sobre mistérios", disse Antonsson. "O primeiro tópico que eu lembro de ter lido no fórum de Pedra do Dragão foi a discussão sobre a paternidade de Jon e as poucas pistas que existiam depois do primeiro livro."
O fórum ASOIAF de Revanshe acabou se tornando grande em 1998, acumulando o que García estimava em cerca de 1.000 usuários regulares. Quando chegou a hora de Revanshe ir para a faculdade de medicina, ela passou o site para García, que já havia se tornado um moderador.
Enquanto isso, García e Antonsson estavam planejando começar seu próprio jogo MUSH em Westeros. Para garantir uma representação fiel, eles colocaram sua formação acadêmica em prática e tornaram-se geologistas, botânicos, zoólogos, antropólogos e historiadores autônomos de Westeros, registrando todos os fragmentos de dados que poderiam extrair de de Guerra dos Tronos em um documento do Microsoft Word chamado “The Concordance”. Eles compartilharam o banco de dados no fórum ASOIAF, pavimentando o caminho para a fundação da enciclopédia on-line feita por fãs, que hoje é conhecida como A Wiki of Ice and Fire. A wiki, que seria desenvolvido alguns anos depois, é composto de 23.081 páginas de conteúdo e passou por 236.642 edições desde o seu lançamento. Também inspirou a fundação de 11 sites irmãos em idiomas estrangeiros.
Observando os fóruns de fãs da Roda do Tempo, eles também estavam cientes de que a correspondência com os autores era freqüentemente perdida em tópicos separados. Então foi nessa época que eles começaram a registrar as entrevistas de Martin, e-mails, respostas em fóruns e postagens em blogs pessoais. (Naquele ano eles fizeram seu primeiro momento de contato com o autor, para pedir permissão para fazer o jogo MUSH. Meses depois, ele concordou, e os dois ainda tocam o A Song of Ice and Fire MUSH como um projeto paralelo).
O crescimento constante dos seguidores on-line de Martin - emparelhado com seu envolvimento na cena de ficção científica e fantasia desde os anos 1970 - gerou uma quantidade razoável de novidades para o segundo fascículo da série de Martin, A Fúria dos Reis. "Martin não pode rivalizar com Tolkien ou Robert Jordan, mas ele se qualifica com perfeitos medievalistas de fantasia como Poul Anderson e Gordon Dickson", escreveu um Publisher's Weekly cautelosamente otimista. À época, Peter Jackson estava se preparando para filmar a trilogia de filmes de O Senhor dos Anéis, e produtores e cineastas que viam potencial no gênero de fantasia começaram a sondar Martin pelos direitos de sua história. (Ele hesitou, convencido de que sua história nunca poderia ser esmagada no formato de filme).
Foi quando a coisa entre García e Antonsson ficou séria em mais de uma maneira. Por dividirem o gosto por Tolkien, Jordan e Martin, um romance floresceu e, alguns meses depois de Fúria ser lançado, García se mudou para a Suécia. Todos com quem eles conversaram sobre a série estavam apaixonados por ela. “Nós tínhamos alguns proselitistas que falavam em arremessar os livros em amigos, familiares, colegas de trabalho, etc.”, disse García por e-mail. “E foi tudo muito orgânico. A Random House não passava seu tempo vasculhando maneiras de nos vender ou fazendo com que trabalhássemos para eles, os fãs só fizeram isso porque gostavam”.Encorajados pelo fato de o livro inicial não ter sido o único, eles lançaram o site Westeros.org, reunindo os fóruns que herdaram, os dados de “The Concordance” e seus registros dos declarações públicos de Martin. Começou como um projeto paralelo executado em um servidor miudo em casa, enquanto continuavam a perseguir seus respectivos objetivos acadêmicos. Mas, eventualmente, se tornaria a principal fonte de análise e informação sobre o universo, seu autor e tudo mais.
Enquanto isso, a série de Martin continuou atraindo mais leitores e tornando-se mais difícil de lidar. O manuscrito de seu terceiro livro, A Tormenta de Espadas, tinha 1.521 páginas, e alguns editores não conseguiram manter tudo em um volume. Mas seu apoio entre a comunidade on-line da fantasia ficou mais forte do que nunca, e a Publisher’s Weekly chamou esse fascículo de “um dos exemplos mais gratificantes de gigantismo na fantasia contemporânea”. Quando foi lançado em 2000, estreou em 12º lugar na lista de best-sellers do New York Times.
No momento em que Martin lançou O Festim dos Corvos em 2005, ele garantiu seu lugar como o proeminente escritor de fantasia da década. O livro chegou ao topo da lista de best-sellers do New York Times e a Time o apelidou de "o Tolkien americano". Mas ele também se deparou com os mesmos problemas com Festim que com Tormenta. Sua solução foi dividir Festim em dois e contar a história de apenas metade dos personagens, em vez de metade da história de todos os personagens. Ele explicou tudo no post scriptum do quarto livro, logo após um final instigante. "Olhando para trás, eu deveria ter antevisto", escreveu Martin em seu site pessoal em 2005. "A história faz suas próprias demandas, como Tolkien disse uma vez, e minha história continuou pedindo para ficar maior e mais complicada."
O que pode ter sido uma limitação editorial frustrante para Martin foi uma fonte quase enlouquecedora de suspense para sua crescente base de fãs. Depois de esperar cinco anos entre o terceiro e o quarto livro, os leitores ainda ficaram imaginando o destino de favoritos como Jon Snow, Tyrion Lannister e Daenerys Targaryen. O próximo fascículo seria lançado em 2011, seis agonizantes anos depois. E foi durante esses períodos de silêncio, quando os fãs não tinham material novo com o qual se ocupar, que eles começaram a se concentrar em criar os seus próprios. "Não tenho certeza se a popularidade que antecede os livros poderia ter acontecido se os livros tivessem saído muito rapidamente", disse Antonsson. “Ter tempo entre uma série de livros é o que alimenta a discussão nas comunidades. Dura mais”.
O acesso digital e as plataformas sociais estavam evoluindo para apoiar esses tipos de obsessões. Entre 1995 e 2005, o uso global da Internet aumentou de 44,4 milhões de usuários para 1,026 bilhão. Plataformas simples para blogs, como LiveJournal, WordPress e Xanga, tornaram mais fácil para as pessoas iniciarem blogs pessoais e compartilharem suas ideias sobre qualquer coisa, independentemente de quão arbitrárias ou específicas. E as primeiríssimas redes sociais da web, incluindo o MySpace e o Facebook, estavam na infância, assim como o conceito de podcasting.
Enquanto Martin continuava atualizando sua base de fãs através de um LiveJournal chamado Not a Blog, seus fãs adoradores lidavam com sua impaciência de formas cada vez mais criativas. A maioria preferiu vasculhar os fóruns de Westeros.org ou Tower of the Hand, onde puderam analisar todas as teorias possíveis em torno de cada enredo e propor suas próprias. Uma facção de leitores impacientes se separou para formar uma comunidade ressentida conhecida como GRRuMblers. O fundador do site Winter Is Coming, Phil Bicking se agarrou a um anúncio de 2007 de que a HBO adquirira os direitos da série As Crônicas de Gelo e Fogo, e redirecionou sua energia para um site do Blogger que registrava o elenco, as filmagens e a produção da série. Mesmo antes de o piloto ter sido filmado, os fãs no site de Bicking começaram a tratar os anúncios do elenco como mistérios não resolvidos. Como um colunista de fofoca, Martin iria postar dicas sobre quem foi escalado para determinado papel em seu blog, para alimentar a chama. "Então a base de fãs passaria dias debruçado sobre aquilo, tentando desvendar o teste", disse Bicking. “Nós descobrimos todos eles. Fiquei chocado que as pessoas foram capazes de descobrir até mesmo Isaac Hempstead Wright, que interpreta Bran, e estava em um comercial antes disso”. Bicking se lembra de ter começado dois tópicos separados para discutir rumores e vê-lo ser encher com quase 1.000 comentários cada um. “Então, eu fiquei tipo: 'OK, eu tenho aqui uma comunidade dedica e de bom”, disse ele. A grande imprensa estava tomando conhecimento". Algum programa de TV recente gerou mais entusiasmo on-line, sendo que nem mesmo é um programa de TV?", perguntou o The Hollywood Reporter em 2010.
Quando a HBO estreou Game of Thrones em 2011, Martin já era famoso. Ele havia vendido mais de 15 milhões de livros em todo o mundo, fora retratado pelo The New Yorker e poderia levar sua legião de adoradores e haters ao frenesi com uma simples foto de férias postada em seu LiveJournal. Tudo isso significava que, quando o programa estreou em 17 de abril, ele se saiu bastante bem segundo os padrões de televisão. Cerca de 2,22 milhões de pessoas assistiram à estreia, o que foi menos do que o número de espectadores conquistados por Storage Wars da A&E e por The Killing da AMC, e mais do que Khloe & Lamar do E!.
Ainda assim, a crítica o recebeu de forma foi irregular. Embora muitos analistas tenham elogiado a capacidade da HBO de estabelecer um palco exuberante e cativante para a história complexa e abrangente de Martin, outros a consideraram um sinal de declínio da rede. Slate o chamou de “lixo de fantasia semi-medieval e repleto de dragões”. O New York Times o descreveu como “drama em traje de época com pingue-pongue sexual”. Em uma fala indicativa de uma conversa muito maior sobre a legitimidade da cultura nerd e sua perceptível falta de inclusão de gênero, a crítica Ginia Bellafante detonou o show por glorificar “a ficção infantil paternalmente acabou atingindo a outra metade da população”, e concluiu que “se você não é avesso à estética de Dungeons & Dragons, a série pode valer a pena”.
Enquanto isso, os servidores da Westeros.org estavam caindo. A agitação que antecedeu a estreia do programa deixou García e Antonsson com cerca de 17.000 membros registrados no Westeros.org. Mas o casal estava totalmente despreparado para a onda de interesse que se seguiu à estréia da série. Na noite em que foi ao ar, o site foi torpedeado pelas buscas do Google, e os dois cuidavam de seu único servidor como um recém-nascido com cólica. Para desviar o fluxo de tráfego, García ajustou o site para que apenas os membros registrados pudessem ver as postagens. "Eu imaginei que isso impediria as pessoas de entrarem", disse ele. No dia seguinte, ele acordou com 9.000 novas solicitações de conta. García passou horas aprovando manualmente os recém-chegados. A espera entre o terceiro e o quarto romance estimulou um aumento lento e constante de fãs, talvez um ou dois mil membros por ano entrando no fórum. Mas com a chegada do programa de TV, eles poderiam acumular vários milhares em um único dia. "Foi impressionante", disse García. “Os membros do nosso fórum chamaram a onda de novas pessoas de 'The Floob' - uma enxurrada de noobs.” Foi nessa época que García e Antonsson abandonaram suas atividades acadêmicas para se concentrarem no site em tempo integral.
Embora o casal tenha perdido alguns dos dados do número de visitantes dos primeiros dias, Antonsson lembra-se de ter assistido a vazão e o refluxo do tráfego em A Wiki of Ice and Fire quando os recém-chegados reagiram aos principais pontos da trama da primeira temporada. Esses picos foram particularmente pronunciados no episódio 9, quando o herói do programa, Ned Stark, foi executado inesperadamente. “Logo após o episódio terminar, todo mundo foi até a página de Ned Stark para checar: Ele está bem? Né?” - lembrou Antonsson. (Ele não estava.) O final da temporada do show foi assistido ao vivo por cerca de 3,04 milhões de lares - cerca de 820 mil a mais do que a estréia. A primeira temporada mais tarde viria a ser indicada para 13 Emmys e ganharia dois, para Melhor Design de Abertura e para a performance de Peter Dinklage como Tyrion na categoria Melhor Ator Coadjuvante em série dramática. Ao matar o herói de Westeros antes mesmo que a temporada terminasse, Benioff e Weiss chocaram seus espectadores menos maduros, agradaram os superfãs dos livros e plantaram uma semente de curiosidade que sustentaria a série ao longo dos próximos oito anos.
O que García e Antonsson testemunharam em seu site naqueles primeiros dias se assemelhava à conversa em duas frentes de Game of Thrones que logo surgiria na mídia e na internet como um todo. Depois de cada novo episódio televisivo, aqueles que não leram os livros (agora presumivelmente na casa dos milhões, tendo em conta a audiência do programa) correm para a Internet em busca de contexto, enquanto os leitores de livros (também uma base crescente) riem de diversão e depois analisam as diferenças entre o show e o cânone. Essa “camada paralela” de conversação, como a T Magazine do New York Times a chamou, pode ao mesmo tempo fornecer aos recém-chegados uma melhor compreensão do universo de Westeros e permitir que os veteranos testassem seu conhecimento detalhado do cânone em contraste com o show.
[...]
E há o Deus Imperador Butler. Embora o programa esteja chegando ao fim e não esteja claro se ou quando os livros remanescentes de Martin serão publicados, a comunidade que ele aprecia sobre Thrones continua viva. Em agosto, muito depois do final da série, ele participará de sua 17ª reunião da Brotherhood Without Banners na Worldcon em Dublin. "Seria meio triste não ir", disse ele.
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2019.07.09 07:35 altovaliriano Game of Thrones, conheça Tony Robbins

Link: https://bit.ly/2XCtiqe
Autora: @sadydoyle (Fundadora do blog Tiger Beatdown, autora de “Trainwreck" e “Dead Blondes & Bad Mothers")
Eu tenho que admitir: a enorme popularidade de Game of Thrones me pegou de surpresa. Quando li pela primeira vez a série Song of Ice and Fire, de George R. R. Martin, eu sinceramente não conseguia entender como ela conseguiu legiões de fãs. Como muitos escritores de “fantasia sombria” dos anos 80 e 90, Martin procurou preencher o gênero literário com uma dose de “realismo” - principalmente enfiando mais sangue, sexo e anti-heróis. E como escritor, Martin não é grande coisa: seu estilo blood-and-thunder \literatura popular fantástica]) e empolado semi-medievalismo são geralmente mais risíveis do que arrepiantes.
Isso não é apenas meu esnobismo de gênero literário falando. Se você quer ler um enorme épico de fantasia que envolva sexo esquisito e torturas horríveis, escritores como Clive Barker e China Miéville forneceram exemplos com mais estilo e imaginação. Ainda assim, especialmente desde o advento da blockbuster série de TV Game of Thrones (que voltou ao ar na HBO esta semana), é o trabalho de Martin que captou o zeitgeist. E depois de assistir a abertura da quinta temporada, acho que finalmente entendo o porquê.
"Acredito que os homens de talento têm um papel a desempenhar", explica o eunuco Lord Varys na noite de domingo. “Qualquer tolo com um pouco de sorte pode nascer em meio ao poder. Mas conquistá-lo por si mesmo? Isso requer esforço."
A linguagem aqui é mais ou menos indistinguível de um congresso de Tony Robbins. E isso não é acidental. Todos os personagens de Game of Thrones vivem em um ambiente de competição brutal, amoral e incessante, onde qualquer um pode e trairá qualquer outra pessoa, onde valores e ideais são inúteis porque impedem a pessoa de cultivar uma ambição propriamente sociopata, e onde a atenção e a simpatia do público é encorajada a ficar com os sociopatas mais eficazes, que andam em trajes bacanas, planejando obter mais poder e/ou reclamando que eles não têm o suficiente, enquanto massas vastas e anônimas sofrem e passam fome em um anonimato imundo e acessório.
Fantasia? Diabos: este é o Estados Unidos corporativo usando braguilhas.
Não surpreende que Westeros tenha mais em comum com a realidade capitalista atual do que com os reinos medievais ou renascentistas que Martin alega usar como referência: a fantasia, em última instância, atrai o leitor por causa de suas semelhanças com nosso mundo, não por suas diferenças. O capitalismo global é o problema que define o tempo de Martin, assim como a Primeira Guerra Mundial foi a crise definidora de J. R. R. Tolkien.
(Aliás, o status de Martin como um escritor comercial íntegro provavelmente o ajude a assumir a persona de impiedoso. Se ele só tivesse a intenção de contar uma história em vez de fazer fortuna, a série teria terminado há, no mínimo, quatro livros atrás.)
O que é mais surpreendente é quão facilmente os públicos aceitam a tese (ou desculpa) de Martin de que toda a crueldade e egoísmo em Westeros são apenas um reflexo da “verdadeira” natureza da humanidade e quão sem crítica projetamos nossas próprias ambições em seus personagens.
Considere o mais recente merchandise dos fãs de Westeros. Esta semana, a editora de auto-ajuda Infinite Ideas vai lançar "Game of Thrones nos negócios: Estratégia, Moralidade e Lições de Liderança do programa de televisão mais falado do mundo" \Game of Thrones on Business]). Recheado de lições atemporais como "Network, Network, Network: dicas sobre como trabalhar suas conexões por Petyr Baelish e Lorde Varys" e "Lidere para Vencer: Tywin Lannister mostra que torpeza compensa", este pequeno manual contém tudo que você precisa saber para tocar seu negócio como um sociopata assassino. Ei, "se a misericórdia e a paz não funcionarem para você, por que não apostar no outro extremo?"
E depois há o fluxo constante de artigos de revistas de negócios prontos para ajudá-lo a cavoucar os Sete Reinos para obter dicas sobre como se manter firme no trabalho. Com títulos como " 8 Lições Empresariais em Game of Thrones " e "Cada Casa em 'Game of Thrones' Imaginada como uma Corporação Global", esses artigos são clickbait, tudo bem, mas eles também são um lembrete de que a competição implacável, manipulação brutal das vulnerabilidades de outras pessoas e a crença de que há apenas um lugar para estar - o topo - são os valores tanto da realidade capitalista quanto da fantasia de Martin.
Martin sustentou que seu mundo de fantasia é apenas um reflexo das realidades históricas e, como tal, ele não pode ser acusado de sensacionalismo. Quando Dave Itzkoff, do New York Times, perguntou a Martin por que ele apresentava violência sexual em uma frequência entorpecedora, Martin respondeu: “O estupro e a violência sexual têm sido parte de toda guerra já travada, desde os antigos sumérios até nossos dias atuais. . . . Omiti-los de uma narrativa centrada na guerra e no poder teria sido fundamentalmente falso e desonesto". (Dado o ódio de Martin por elementos “falsos” da trama, imagino que mortíferos zumbis de gelo e bruxas sensuais tenham sido parte de toda guerra já travada também. E você se perguntava por que demoramos tanto para sair do Vietnã!)
Mas o que Martin criou é um mundo no qual a brutalidade não é apenas generalizada, mas também justificável. E David Benioff, co-criador e showrunner da série de TV, mais do que seguiu com o modelo.
De acordo com a lógica de Westeros, todo mundo é um monstro e provavelmente um monstro pior do que você imagina; portanto, cometer alguns atos monstruosos aqui e ali é algo que você “tem” que fazer, para seguir e sobreviver. O que são algumas mentiras, algumas traições, algumas crueldades, quando há um cara lá fora que mantém uma granja de sexo com suas próprias filhas?
Game of Thrones, ao que parece, reproduziu magistralmente o estiloso truque central do capitalismo - que é nos convencer de que não há alternativa melhor. Você tem que brigar até chegar ao topo, por qualquer meio necessário, porque o cara ao lado está fazendo o mesmo. Se você não acabar acima dele, você necessariamente acabará abaixo dele, e só Deus sabe o que ele fará com você quando ele vencer.
Eu passei a respeitar o poder da saga de Martin - ainda que minhas opiniões sobre seu valor artístico tenham permanecido negativas (um exemplo: “The cravenly ones will sit behind their walls waiting to see how the wind rises and who is likely to triumph” - e isso é um diálogo) - simplesmente porque conheço muitas pessoas que se conectam com ela. Em particular, conheço muitas mulheres inteligentes que se identificam com as personagens femininas do série, que vêem a revolucionária e cheia de dragões Daenerys Targaryen ou a vingativa e andrógina Arya Stark como seus avatares na tentativas de obter sucesso num reino de Zuckerbergs e Spiegels.
Mas os requisitos de tal sucesso, dificilmente, são ideais: a brutalidade deve ser internalizada, e o jogo deve ser jogado como ele é.
Em seu cerne, Game of Thrones é menos uma explicação da mentalidade capitalista do que uma justificativa para ela. A afronta de George R. R. Martin não é ao bom gosto, nem mesmo à gramática ("The cravenly ones"? Ele quis dizer "cowardly"? Veja bem, a forma adjetiva de "craven" é craven. Ele está tentando soar mais medieval?). Não, a verdadeira afronta é à imaginação - um estranho déficit, se você pensar bem, para um escritor de fantasia.
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2019.05.04 02:24 StudWorld4 Vestibulando: Falta de Apoio e Incentivo

Tenho quase 18 anos, sou um adolescente pobre e moro com minha mãe, meu pai separou-se dela e há muito decidiu constituir outra família, esquecendo completamente de nós.
Sempre fui muito tranquilo e certo demais. Nunca gostei de fazer coisas erradas, sempre tive as melhores notas das turmas que estudei e um bom comportamento, sempre elogiado por professores e conhecidos. Sinto que fui muito superprotegido, não sei nadar ou andar de bicicleta direito até hoje, por exemplo.
O problema é a relação com minha mãe.
Ela teve uma vida muito difícil, porém, acredita que por causa disso os filhos dela também devam ter. Nunca ganhei um elogio dela, mas ela reclama que sou um péssimo filho - até hoje, não me lembro de uma única vez que ela falou que me amava como filho - nunca, mas nunca ela fez isso. Mas reclama de mim por absolutamente tudo.
O que mais me fere sentimentalmente é o fato de que ela não parece torcer pelo meu sucesso. Quando eu falo de ENEM, faculdade, ela muda de assunto, como se fosse algo banal. Eu falando de tentar fazer um vestibular para treinar e ela comenta sobre a pauta do dia do programa Encontro - que eu detesto, por sinal. Mas, uma vez passou um jovem no programa do Luciano Huck que estuda no exterior e tem muito apoio da família, ela foi só elogios com uma pessoa que ela viu apenas pela televisão. Ela não é uma pessoa para sentar e conversar, sempre tem razão em tudo. Minha meta é passar em um bom curso para conseguir um bom encaminhamento na vida para ajudá-la a sair da pobreza. Mas ela não me valoriza - nunca nem sequer perguntou o que eu quero fazer profissionalmente. Ela se importa mais com a personagem da novela das 8 que comigo - sem exageros.
Quando eu era pequeno ela disse que tinha raiva porque eu e minha irmã só queriam escrever e estudar - que preferiria filhos normais.
Certa vez fui tentar estudar e disse que iria para um ambiente mais silencioso da casa estudar para a prova. Ela foi no quarto, e disse que se eu não quisesse barulho fosse para a rua. Desde essa época tento não falar mais nada.
Uma vez perguntei o porquê de tanto desinteresse e ela cortou o assunto, falando que eu sou muito chato, besta e orgulhoso. Como é que uma mãe fala isso para um filho de terceiro ano pobre que quer bastante passar em um vestibular para tentar melhorar de vida? Acho que ela quer que eu seja só um pedreiro ou funcionário de supermercado, condenado a sobreviver apenas - não desmoralizando, até porque meu pai é pedreiro.
Estou muito decidido a conseguir ingressar na universidade federal do meu estado e poder ir para uma residência estudantil. Pode soar careta para os dias de hoje, mas meu sonho é ser um pai, um paizão para meus filhos, coisas que eu nunca tive. Mas sou introvertido e vergonhoso, cheio de falhas provocadas pela superproteção e desinteresse afetivo, penso que irei passar grande parte da minha vida sozinho. Me acho um panaca, pois não tenho nada de legal para dividir com ninguém - não sei sobre jogos, filmes, séries, futebol, sobre nada. Dizem que sou nerd mas nem de cultura nerd eu gosto. Tenho vergonha de mim.
Acho que se eu entrar em medicina, não vai ter comemoração nenhuma aqui em casa, minha mãe talvez estará preocupada é com a famosa X que abandonou o namorado, por que a vida dela é essa, a televisão. O filho dela de carne e osso é uma mera descendência que tem por objetivo final ajudar a sustentá-la, mas não importa quais são seus sonhos, seus medos, sua felicidade. Valorize bastante os elogios dos pais de vocês e o incentivo, não são todos que têm isso.
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2018.06.15 12:26 dontOrwellme [Ajuda] 6 meses num estágio que estou a odiar e numa área que não gosto

Resumindo rapidamente: estou num estágio (acabei de tirar mestrado) de 1 ano, já cá estou 6 meses. Odeio esta merda. Eu sei que a resposta ao que se segue vai ser "mas é assim em todas as empresas! Habitua-te!" mas acho que estou mesmo na área errada:
Todos me dizem para aguentar até ao fim do estágio, mas nao sei se quero "perder" mais 5-6 meses a fazer algo que detesto. Não estou dentro da minha área de engenharia (mas noutra engenharia), o que não ajuda.
Estou num estágio que supostamente era técnico, e para além das tarefas na área onde estou (mexer em exceis e usar os programas etc) que até se "fazem", tenho tarefas de gestão e organizar coisas para estudantes da faculdade visitarem a empresa e um projeto ao lado também que supostamente é para poupar dinheiro à empresa a fazer uma eficiencia qualquer com um script que não consigo avançar porque tenho zero bases de programação (e nao tenho apoio) em que me dão na cabeça porque estou a avançar lentamente (estou a tentar aprender sozinha). E quando falo e digo que não estou a conseguir fazer as coisas bem por causa de X ou Y só tenho a resposta "mas o que TU achas então que podes fazer para mudar a situação?" com o qual só penso "mas eu não sei NADA disto, é por isso mesmo que vos pergunto!" basicamente. Mas isso nem sequer é um grande problema porque sei que se gostasse mesmo disto fazia um esforço para inovar uma solução qualquer ás coisas que tenho que fazer. O problema é mesmo que não gosto desta área sequer e acho que o estagio está mal feito e só virado para pessoas que querem ser "managers" futuramente (o que acho completamente idiota, quer dizer daqui a nada vamos ter 10 managers para 2 trabalhadores, tá bem).
Basicamente, o que quero perguntar, quão mau é saltar de estágio para estágio, em termos de curriculo? Sei que podia ir para um estágio de programação (há montes) em que se faz trabalho "à serio" e no assunto mesmo, e nao andar a brincar com pequeno projetos de "gestão" que tenho aversão a 100%. Assim pelo menos apercebia-me se gosto de ALGO de engenharia, porque até tenho interesse em aprender a programar, só que aqui tenho zero apoio.
Na verdade gostava de explorar o mundo da engenharia ligada à televisão/cinema/câmaras fotográficas, ALGO que me ligue a esse mundo, e estou cada vez mais longe e por isso mais infeliz, gostava finalmente de usar a minha criatividade algures. Eu nem sei. Secalhar sou ainda mega miúda nisto do mundo do trabalho e "é assim em todo o lado e lida lá com isso". Secalhar odeio trabalho aparentemente fútil de andar a meter merdas num excel e mandar mails de piça sabendo que isto em 5 anos estará tudo automatizado. Mas no entanto sei que há gente que adora o seu trabalho e epah também quero gostar MINIMAMENTE do que faço.
TLDR; odeio o meu estagio, acho que estou na área errada, tem mal desistir de estagios e explorar outros ou devia continuar ate ao fim mesmo que odeie?
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2015.11.16 21:36 apenasumbacano Carta a todos os adeptos de futebol.

Há uma coisa que une todos os portugueses, o FUTEBOL, até quem não gosta não fica indiferente ao fenomeno que é o futebol em Portugal e no mundo, é o desporto rei, nenhum desporto chega perto do futebol em termos de popularidade e na sexta-feira o futebol foi atacado em Paris, o futebol não tem religião, nem cor de pele, nem diferenças sociais, dentro de um campo de futebol somos todos iguais, e nas bancadas é igual, somos todos iguais, estamos todos ali para o mesmo, para apoiar a nossa equipa ou para assistir ao desporto que gostamos.
Eu sou PORTISTA mas nasci sem clube como nascemos todos, o meu avô era Portista, o meu pai é Portista e eu sou Portista, sou ULTRA do FCP, e ser ULTRA não é odiar os outros, é amar o meu clube, apoiar sempre e defender sempre o clube. Eu nasci e vivo a 600 quilometros de distancia do Estádio do Dragão e da cidade do Porto, por isso eu sei mais do que ninguem o que é ser descriminado por gostar de outro clube que não Benfica ou Sporting, as bocas, as ameaças, tive uma professora que dizia que eu não podia ser do FCP, que era contra-natura e que não podia ser e até comentou isso com os outros professores, que na turma dela havia um miudo do FCP e que apenas era do FCP porque era maluquinho e gostava de ser diferente..
Durante anos respondia da mesma forma que me atacavam, com insultos e ofensas, mas responder com violencia apenas trazia mais violencia e eu não gostava de ser assim, eu não gosto de discutir, gosto de debater, eu não gosto de violencia, acho que a violencia não resolve as situações, o conversar sim, eu não queria ser igual aos outros, discutir sempre aos berros, a espumarem se da boca, insultam antes o adversário do que apoiam os seus clubes, o futebol merece melhores adeptos, o futebol merece ser respeitado pelo que é, um desporto que une as pessoas e tem que ser protegido por todos os adeptos acima de qualquer clube, porque nem todos gostamos do mesmo clube, mas todos gostamos de futebol.
O meu avô ensinou-me os valores do FCP, a raça e mistica de uma cidade que tem no Futebol Clube do Porto e seu maior simbolo e marca e foi por isso e por ele que eu me tornei adepto. O FCP leva o nome da cidade do Porto a todo o mundo e é uma instituição portuguesa reconhecida e respeitada no mundo inteiro, e as pessoas do Porto e do norte em geral são o melhor que temos em Portugal.
Quem não é do FCP dificilmente percebe o porque dos Portistas idolatrarem Pinto da Costa, Pedroto, Jorge Costa, João Pinto, Gomes, Vitor Baia entre tantos outros que são simbolos do nosso clube, só nós sabemos o que significa o calcanhar do Madjer em Vienna, o golo do Ademir em 1978 ou mais recentemente o golo do Kelvin, assim como os benfiquistas percebem melhor quem foi Eusébio e a sua importancia para o futebol portugues, ou o que significou aquele golo do Luisão ao Sporting que dava um campeonato depois de 10 anos sem ganhar, depois de 10 anos na miséria, mas o FCP respondeu forte a esse campeonato e mostrou que ainda era o melhor clube em Portugal e que aquele campeonato tinha sido um engano e tinha sido perdido por culpa propria, e mostrou essa superioridade ganhando os seguintes campeonatos sem margem para duvidas.
Depois foram 3 anos com Sporting e Boavista campeões, o FCP respondeu com um FCP campeão europeu com José Mourinho. Mais uma vez o FCP responde mostrando força, um adversário forte faz-nos ser ainda mais forte.
O Benfica respondeu com Jorge Jesus e foi uma aposta ganha, o primeiro ano de JJ mostrou o verdadeiro Benfica, era aquele Benfica que o meu avô me falava que tinhamos de respeitar, senão nunca os venceriamos, um Benfica que não deixava os adversários respirar, o Benfica de Eusebio, Coluna, Aguas, Cavem, Simões, mas eu não estava preocupado com aquele campeonato, eu sabia que o FCP ia responder a altura, o FCP responde sempre a altura, nunca desiste e nunca vira a cara a luta, como cantamos todos sempre “Ninguêm Ninguêm, é melhor que nós no mundo.”
E mais uma vês o FCP apresentou-se ainda mais forte, com mais uma Liga Europa e 3 campeonatos, 3 campeonatos apenas com 1 derrota, o novo Benfica demolidor como dizia a comunicação social não teve qualquer hipotese, o FCP continou forte, abanou um pouco mas não caiu, nunca desistiu, e agora também não vai desistir, e nós como adeptos do FCP não podemos permitir que isso aconteça..
O meu avó era um homem do Porto que veio viver para o sul, e tinha orgulho em ser do norte, contava-me que chegou a ver o FCP no Campo do Lima e depois na Constituição e por fim no Estádio das Antas, falava-me do Barrigana, do Pinga, do Pedroto e da história do Cubillas, de como toda a cidade apoiava o clube e se orgulhavam de ser do FCP, deu-me a conhecer a história do clube e explicou-me o que é ser Portista. Nunca o meu avô me disse que os outros clubes eram uma merda, nem desrespeitou ninguem, nunca ouvi o meu avô insultar um adversário, e foi isso que ele me ensinou, o meu avô e o meu pai sempre me ensinaram que devemos apoiar quando o FCP joga e nunca insultar os outros, defender sempre que somos atacados mas nunca ofender o adversário, mesmo que nos ofendam, apenas ignorar, temos que manter o FCP um clube digno e com valores e respeitar o nome da instituição, já que muitas vezes partilhamos os mesmo valores dos adversários,nós apoiamos a nossa equipa e aquilo que gostamos e as outras pessoas fazem o mesmo, e temos que aceitar e respeitar a decisão de todos, sem ofender, seja quem for, equipa grande ou equipa pequena, todos merecem respeito, todos partilhamos os mesmo valores enquanto adeptos e todos queremos que o nosso clube vença.
Devemos sim atacar e criticar aqueles que não respeitam o futebol e os seus adeptos, o futebol resolvesse dentro de 4 linhas e com regras iguais para todos, não em programas de televisão que só servem para lavar a roupa suja toda em troca de audiencias, não em capas de jornais feitas a incentivar o odio pelo rival, montamos espetaculos deprimentes que envergonham todos os adeptos de futebol em troca de audiencias. O futebol merece respeito, os clubes que voces apoiam merecem respeito assim como clube que eu apoio, não por quem lá está mas pela instituição que representam.
Também aprendi que a vida é assim mesmo, nem sempre se ganha, hoje ganhamos nós, amanhã vão ganhar outros, somos adversários mas não inimigos, eu quando o FCP perde fico chateado, o que é perfeitamente normal, não quero que ninguem me diga nada, o ano passado depois de levar um saco em Munique eu fiquei derrotado.. caiu forte aquela derrota.. não mereciamos perder por aqueles numeros e por isso percebo que as outras pessoas pensem da mesma maneirae fiquem chateados com as derrotas dos clubes deles, por isso evito partir para o insulto e para a ofensa facil, eu tenho amigos Benfiquistas, familiares, colegas de trabalho, a minha propria namorada que eu amo é Benfiquista, nunca na vida eu podia insultar algo que ela gosta e apoia, eu respeito as outras pessoas todas e respeito as escolhas pessoais dessas pessoas e espero que façam o mesmo comigo.
Mas eu ser Portista não significa que seja cego nem faccioso.. eu AMO o PORTO, eu quero que o PORTO ganhe todos os jogos sempre, porque a verdadeira beleza do futebol são os golos e as vitórias, nós temos fé no nosso clube, é por isso que o Benfica estava em 8º e os adeptos não desistem, não abandonam, é por isso que o FCP recebe o Benfica campeão na ultima jornada e o Estádio do Dragão enche para apoiar o PORTO como se fosse o jogo do titulo, como se ainda houvesse hipotece de ser campeão, os adeptos nunca abandonam os seus clubes, jogadores, presidentes, dirigentes, todos vêm e vão, mas os adeptos estão lá sempre.
Mas falando do Benfica, o meu pai sempre me ensinou o porque de se respeitar o Benfica, indiferentemente de quem lá está, o SLB é a maior instituição de Portugal, é inclusive e como eles dizem bem maior que o proprio pais, é um clube que está representado nos museus do futebol de todo o mundo, tem uma história gloriosa, caiu em desgraça e agora está a recuperar. Uma das razões pelas quais os Benfiquistas não gostam do FCP é que durante 30 anos o FCP teve a sua época de gloria, começando em 1984 com a primeira final europeia do clube e sendo interrompida nestes ultimos 2 anos pelo Benfica.
O Porto durante esses anos teve sempre melhores equipas que Benfica e Sporting, ganhava porque era superior e isso ninguem pode contrariar, podem falar no ano do Vitor Pereira mas qualquer verdadeiro adepto de futebol sabe que o VP sabia o que fazia, e que os 2 campeonatos que ganharam não foram obra do acaso, ele sabia o que estava a fazer e tinha uma tactita bem definida.
O FCP de Mourinho dominou a europa durante 2 anos com jogadores portugueses vindos de Setubal, Leiria, Espinho, Varzim, Salgueiros etc.. um grupo de pessoas iguais a nós, unidos para fazerem do FCP o melhor clube do mundo pela segunda vez em Tokyo, pessoas com raça que sabiam que para serem melhores que as outras equipas bastava esforçarem se mais, trabalharem em equipa e respeitar o simbolo que tem ao peito.
Eu não vivi na decada de 60, vivi agora, tenho 36 anos, vi o meu clube ganhar todas as competições e ser estrilhaçado pela imprensa nacional enquanto no estrangeiro era elogiado a todos os niveis, o meu avô viu as finais do Benfica, até tinha uma garrafa de vinho comemorativa do bi-campeão europeu Benfica, tinha fotos com Eusebio, tinha recortes de jornais sobre vitórias do Porto na europa altamente elogiadas pelos jornais da época, inclusive A Bola, as pessoas iam ao futebol sem medo, sem policiamento, nunca havia confusão.
Hoje em dia o futebol está melhor, mas nós como adeptos estamos piores, bem piores, irracionais, violentos, temos que nos acalmar, parar e conversar e levarmos isto para a frente.. entre todos..
O futebol na sexta feira foi atacado, nós temos que utilizar o futebol para promover a paz, e para isso temos que fazer as pazes, adeptos simples, adeptos organizados, grupos ultras de todos os clube, temos que deixar a violencia de lado e promover a paz, todos ficamos a ganhar com isso, e lutamos todos juntos por um futebol melhor cada um da sua cor e apoiando o seu clube., por um futebol melhor, por todos nós.
Mas também eu sou apenas um bacano, a minha opinião vale o que vale.. ou seja nada..
preciso de uma cerveja.. sagres ou super bock?.. tanto faz.. mas prefiro Super Bock.
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2015.04.12 02:01 marquisdonatien MasterChef e outros. Tele-realidade e o ovo estrelado

Não podíamos ser menos... se lá fora é bom, cá também.
A meu ver e antes de mais:
.- O produto é servido, quem quiser come, quem não quiser não come.
.- Hoje em dia a frivolidade mediática é a válvula de escape de uma sociedade alienada.
.- Ser famoso garante uma sinistra autoridade.
Esta coisa de estabelecer dois pólos simbólicos enfrentados, juiz vs. aspirante, é uma estratégia televisiva muito bem sucedida nos últimos anos. Faz lembrar aquela ideia de «Justiça imanente» da moral infantil que estudava Jean Piaget. O aspirante vive uma vida cinzenta, triste, hipotecada, anónima e, sem dúvida, participar num programa da tv torna o horizonte vital muito mais interessante uma vez que, ser conhecido, é garantia de êxito. Pseudo. Pelos vistos existe uma autoridade «justa» que vai dar sentido à vida de quem participa.
Acha que sabe cozinhar? → demonstre
Acha que sabe cantar? → demonstre
Acha que sabe dançar? → demonstre
Acha que pode perder peso? → demonstre
Etc, etc... → demonstre... demonstre... demonstre...
Os jurados, geralmente representados por três indivíduos, têm o privilegio de ostentar uma autoridade que, na maioria dos casos, é respeitada como puro dogma incontestável... deuses modernos no Olimpo da televisão. Estes «deuses mediáticos» representam pseudo-valores prostituídos: esforço, trabalho, auto-estima, competência, concorrência, ambição... O último elo de ligação com a realidade parece ter desaparecido já. É tudo absurdo. O esforço e trabalho esta vez foi... estrelar um ovo.
Os «proles» [1984, Orwell] que subjugam o seu destino aos jurados divinos, julgam com toda ingenuidade que aqueles, por todos conhecidos, têm algum tipo de autoridade moral e esperam ansiosamente uma sentença redentora que demonstre à frente de todos que a final de contas, «a minha vida» não é tão cinzenta e triste como eu próprio achava. «Proles» ludibriados para entreter a outros «proles» de sofá. Puro canibalismo simbólico.
A verdadeira pergunta não é saber quem é capaz de estrelar melhor um ovo, provavelmente a pergunta correcta será: quem é que está suficientemente legitimado para decidir... quem mais ovos comeu ao longo da vida? Quem mais ovos estrelou? Quem mais ovos rebentou? Quem mais ovos comprou/vendeu? Gostos e cores não se discutem.
Mas isto não fica por aqui... o absurdo vira infâmia quando os produtores exploram a versão infantil de cada programa... aí sim demonstramos ter perdido o juízo por completo. É muito importante ensinar às crianças desde cedo.
Obviamente esta é uma opinião pessoal de outro «prole» alienado que simplesmente observa. Como já disse o produto é servido, quem quiser come, quem não quiser não come... será?
https://www.youtube.com/watch?v=VqkXbD6L61Q
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Quim Barreiros interpretando o seu grande exito 'A Cabritinha' no Programa de televisão PORTUGAL NO CORAÇÃO na RTP Internacional. Raridade da música sertaneja. O Nivo é meu vizinho, sobrevive como luthier, se alguém conseguir uma homenagem para ele em algum programa de televisão, e se possível com um cache, além de ... CLICA AQUI E SE INSCREVE POW 😂 → https://goo.gl/6RrS7C → INSTAGRAM: http://instagram.com/lucas_lira → TWITTER: http://www.twitter.com/lucas_lira → FACEBOOK... Ricardo Coração de Leão é um cantor brasileiro nascido em São Paulo que tem o mesmo nome de um rei da Inglaterra. ... EU GOSTO DE VOCÊ ... Também apareceu em outros programas de televisão ... 'Disto é que eu gosto' é um programa de Rogério Batalha apresentado há 23 anos na RCM - Rádio do Concelho de Mafra - FM 105,6 e na internet. Na emissão de aniversário foram dedicadas duas ... CONFIRA O ÚLTIMO VÍDEO 🎬 https://youtu.be/oJdChdeE-Jk INSTAGRAM @josepedrojpibarrascastro Pessoal inscreva-se no canal 🕵️🌾 Não esqueça de compartilhar ... 'Bonfá, eu não sonhei em ter uma emissora de televisão, eu sonhei em ter um programa de televisão. Na verdade, eu sonhei só em ser conhecido, ser popular. Eu gosto de ser popular.' Pois pessoal eu não tive mais ideias para este episodio, e o top deixou a desejar, então como tambem já me tinham dito que eu falava rápido decidi por um espaço mais calmo no video para as ... ASSISTA TAMBÉM: DVD COMPLETO: https://www.youtube.com/playlist?list=PLZl5gqjItoKxcrqIChyX09RvP9ksIggp8 LIBERDADE PROVISÓRIA: https://youtu.be/ff3r10rCKFs BRI... Enjoy the videos and music you love, upload original content, and share it all with friends, family, and the world on YouTube.